A corrida presidencial para 2026 promete ser extremamente acirrada no primeiro turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, conforme avaliação recente do diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo.
Rejeição equiparada e novos rumos para 2026
Dados internos do instituto apontam que Lula e Flávio apresentam patamares de rejeição muito semelhantes, situados em torno de 46%. Esse cenário difere do pleito de 2022, período em que Jair Bolsonaro acumulava uma desaprovação superior à do atual petista. O equilíbrio na antipatia do eleitorado afasta a possibilidade de uma vitória folgada para qualquer um dos lados.
Outro fator determinante na disputa será o comportamento dos demais concorrentes, que vêm registrando queda nas intenções de voto. O grupo da chamada terceira via, que oscilava entre 13% e 16%, recuou para a faixa de 10% a 12% e deve encolher ainda mais até o dia da votação, repetindo o movimento histórico de migração de eleitores observado em eleições passadas.
Avanço conservador e impacto das apostas esportivas
Na avaliação do especialista, o principal favorecido pela transferência desses votos na primeira etapa do pleito será Flávio Bolsonaro. No entanto, o cenário político brasileiro permanece dinâmico e sujeito a reviravoltas causadas por eventuais denúncias até o dia da eleição.
Simultaneamente, o instituto identifica uma expansão de nomes conservadores e de direita na disputa pelo Senado, com destaque para o PL e para o partido Novo. Esse fortalecimento seria um reflexo direto do desgaste institucional gerado pelas recentes divergências envolvendo o Supremo Tribunal Federal.
Por outro lado, medidas econômicas recentes geraram desgaste para o Palácio do Planalto. A regulamentação do mercado de apostas esportivas foi classificada como um erro estratégico que gerou forte insatisfação entre torcedores e dirigentes de clubes de futebol.
Economia, debates e o voto feminino
No recorte demográfico, o custo de vida elevado surge como o principal entrave para a gestão atual junto ao eleitorado feminino. O aperto financeiro refletido nos gastos com supermercados, farmácias e cuidados familiares pesa mais na avaliação das mulheres do que outras pautas. Enquanto a segurança pública e a economia beneficiam a oposição, as políticas sociais continuam sendo o principal trunfo de sustentação para Lula.
A dinâmica da campanha também passa pelo desempenho nos debates televisivos, cujo peso pode alterar os rumos da disputa. A decisão de Lula de não comparecer ao tradicional debate da TV Globo — optando por uma entrevista em podcast no mesmo horário — foi apontada como um movimento arriscado que destoa do histórico político do petista, enquanto a oposição busca capitalizar espaço no debate público.
















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