O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro anunciou nesta terça-feira (15) que planeja apresentar a autoridades norte-americanas registros da recente sessão do Supremo Tribunal Federal que debateu a abertura de investigações contra o ministro Alexandre de Moraes.
Articulação em Washington e impacto político Através de uma rede social, o político do PL paulista revelou que a documentação está pronta para ser exibida em Washington, D.C., com o objetivo declarado de fomentar uma nova onda de sanções internacionais contra membros da mais alta Corte do Brasil.
A viagem aos Estados Unidos ocorre em um momento em que o Departamento de Estado norte-americano já avalia a possibilidade de impor penalidades a autoridades brasileiras, conforme apontam análises diplomáticas, embora ainda não haja um calendário oficial para tais medidas.
Críticas a ministros e histórico de sanções Durante as postagens feitas no mesmo dia das discussões na Corte, o ex-parlamentar disparou críticas severas contra os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino, além de questionar a condução dos processos por parte de Alexandre de Moraes.
O histórico de medidas punitivas dos EUA contra o magistrado brasileiro inclui um episódio em 2025, baseado na Lei Global Magnitsky — voltada a punir estrangeiros por violações de direitos humanos ou corrupção —, cujas penalidades acabaram revogadas posteriormente.
Debates no Supremo Tribunal Federal A ofensiva política no exterior coincidiu com os debates internos no plenário do STF, onde os ministros analisavam a separação ou o agrupamento de procedimentos envolvendo Moraes e o ministro André Mendonça.
A votação sobre o tema foi interrompida após pedido de vista do ministro Flávio Dino, registrando um placar parcial de quatro a três pela divisão dos casos, enquanto o relatório da Polícia Federal sobre conexões com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ainda não resultou na abertura formal de inquérito.




















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