Aos 23 anos de idade, Eduarda Campopiano (PL-SP) fez história ao conquistar mais de 1,9 milhão de votos, tornando-se a deputada estadual mais bem votada do Brasil. Agora, ela se prepara para levar à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) uma plataforma política focada no endurecimento das leis, no apoio às forças de segurança e no combate direto às bandeiras da esquerda.
Ascensão política e a nova geração conservadora A expressiva votação reflete, segundo a parlamentar, uma transformação profunda na forma como os jovens se engajam na política nacional. Em entrevista recente, ela definiu a juventude conservadora como uma força que deixou de ser acuada. “A juventude de direita conservadora era uma maioria silenciosa, enquanto a militância de extrema-esquerda é uma minoria, mas que sabe fazer muito barulho”, declarou, enfatizando que o silêncio não é mais uma opção para sua geração.
Como prova dessa guinada ideológica nas urnas, a parlamentar destacou o sucesso eleitoral de outros nomes jovens do mesmo espectro político, a exemplo de Lucas Pavanato (PL-SP) e Júlia de Castro (PL-RJ). Para ela, a inércia da maioria da população diante do cenário nacional precisava ser superada.
Trajetória em Praia Grande e foco na segurança Antes de alcançar o legislativo estadual, Eduarda construiu sua base política no litoral paulista. Aos 21 anos, foi eleita vereadora em Praia Grande (SP), período em que direcionou emendas impositivas para o setor da saúde e viabilizou verbas federais destinadas à compra de armamentos para a polícia local.
Ocupação de espaços acadêmicos e universitários O fenômeno de engajamento não se limita aos cargos eletivos institucionais. De acordo com relatos recebidos pela deputada, estudantes universitários de matizes conservadores vêm se organizando em campi de instituições de ensino superior, incluindo a tradicional Universidade de São Paulo (USP), expandindo sua atuação inclusive em cursos da área de humanas.
Batalhas ideológicas na Assembleia Legislativa Com essa retaguarda de militância estudantil e o respaldo expressivo das urnas, a deputada garante que sua atuação na Alesp será marcada por confrontos ideológicos intensos. “A esquerda vai ter uma dor de cabeça com a gente”, pontuou. Entre as pautas prioritárias de seu mandato está a restrição da participação de pessoas trans em ambientes segregados por sexo, com especial atenção às modalidades esportivas femininas.
















Leave a Reply