O bloco conservador brasileiro registrou um avanço expressivo nas eleições deste domingo, conquistando 22 das 54 vagas em disputa no Senado Federal, o que representa mais de 40% das cadeiras renovadas para a legislatura de 2027 a 2035.
O desempenho dos partidos conservadores Do total de assentos obtidos pela coalizão direitista, a maior fatia ficou com o Partido Liberal, que elegeu 19 senadores, enquanto o Partido Novo garantiu outras três vagas. O PL registrou vitórias expressivas em todas as regiões brasileiras, alcançando inclusive a dobradinha com dois nomes eleitos no mesmo estado em quatro unidades da Federação: Distrito Federal, com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis; Mato Grosso do Sul, com Reinaldo Azambuja e Capitão Contar; Rio de Janeiro, com Carlos Portinho e Carlos Jordy; e Santa Catarina, com Carol de Toni e Carlos Bolsonaro.
Outras siglas também somaram forças com o movimento ao eleger parlamentares que declararam apoio ao campo conservador na disputa presidencial, ampliando a base de aliados no Congresso com nomes vindos do PP, PSDB, MDB, Republicanos, Podemos e do próprio Novo.
Pressão sobre o STF entra na mira da nova legislatura A ampliação da bancada conservadora fortalece os planos da oposição de intensificar a pressão institucional sobre o Supremo Tribunal Federal, concentrando foco nos pedidos de impeachment direcionados ao ministro Alexandre de Moraes. Durante o período de campanha, diversos candidatos vitoriosos confirmaram publicamente o alinhamento favorável à abertura de processos de investigação contra magistrados da Suprema Corte.
Para que um processo de responsabilização avance na Casa legislativa, a Constituição exige maioria qualificada, cenário que demanda articulação política para além dos partidos da base direta. Paralelamente, lideranças da oposição já movimentam propostas para estipular prazos rígidos na análise de denúncias contra ministros pelo comando do Senado.
Desempenho da esquerda e panorama geral Em contrapartida, as legendas do campo progressista — formado por PT, PSB, PDT e Rede — asseguraram 11 assentos, totalizando pouco mais de 20% das vagas em disputa na renovação que atingiu dois terços da composição total da Casa. O Partido dos Trabalhadores liderou esse grupo com seis cadeiras conquistadas.
Com o pleito encerrado, a configuração definitiva do Senado Federal dependerá da soma entre os 54 parlamentares recém-eleitos e os 27 nomes cujos mandatos seguem vigentes até o início da próxima década.
















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