As eleições deste domingo, 4, marcaram um momento histórico negativo para o Partido Socialista Brasileiro (PSB), que encerrou o pleito sem eleger nenhum governador e sem alcançar sequer o segundo turno em qualquer disputa estadual no país.
A derrocada em Pernambuco
O revés mais marcante aconteceu com o próprio presidente nacional da sigla, João Campos, que deixou a Prefeitura do Recife para tentar o comando do estado de Pernambuco. No entanto, Campos acabou derrotado ainda no primeiro turno pela governadora Raquel Lyra (PSD), que assegurou a reeleição.
Com quase a totalidade das urnas apuradas, o dirigente partidário somou 44,82% dos votos válidos, enquanto a atual mandatária ultrapassou a barreira de 50%. O resultado desfavorável surpreendeu após uma reta final de campanha marcada por empate técnico nas pesquisas de intenção de voto.
Desempenho nacional fraco
Esta foi a primeira disputa de âmbito nacional conduzida por João Campos à frente da legenda, cargo que assumiu em junho de 2025 substituindo Carlos Siqueira. Durante a convenção de julho, o líder político havia prometido mais de 14 palanques estaduais competitivos.
Contudo, as apostas não se converteram em vitórias. Em Santa Catarina, por exemplo, o candidato Gelson Merísio ficou na segunda colocação na disputa contra o governador Jorginho Mello (PL), que garantiu a recondução ao cargo logo no primeiro turno.
Comparação com o pleito anterior
O cenário atual representa uma forte retração para a legenda se comparado ao pleito de 2022, quando a sigla havia conquistado três executivos estaduais: Maranhão, Espírito Santo e Paraíba.
Naquela ocasião, Carlos Brandão triunfou no Maranhão com 51,29% dos votos na etapa inicial. Já Renato Casagrande garantiu a reeleição capixaba no segundo turno contra Carlos Manato (PL) com 53,8%, mesmo caminho seguido por João Azevêdo na Paraíba, que assegurou a vitória com 52,51% no segundo turno.
















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