O sucesso a longo prazo e a expansão sustentável de um negócio dependem fundamentalmente da habilidade do fundador em construir uma equipe autônoma, capaz de operar sem a sua supervisão constante. Esse foi o tema central do painel voltado à formação de lideranças durante a B55 Conference, realizada em São Paulo, que reuniu executivos de destaque do mercado nacional como Cristhiano Faé (B55), Mariana Dias (Gupy), Guilherme Benchimol (XP) e Pedro Mac Dowell (QI Tech).
O papel central do fundador na gestão de pessoas
De acordo com Cristhiano Faé, cofundador e CEO do B55, as companhias em expansão exigem que os líderes dediquem até 80% da rotina a assuntos de recursos humanos. Para ele, a execução de um negócio é realizada pelo coletivo, reforçando que uma organização verdadeiramente sólida se sustenta em um time de excelência, e não apenas em um catálogo robusto de mercadorias.
Transformando a cultura organizacional em prática
Os especialistas convergiram no entendimento de que os valores corporativos precisam sair do campo teórico e guiar todas as operações diárias. Mariana Dias, CEO da Gupy, pontuou que a cultura empresarial serve para viabilizar a estratégia, devendo ser integrada de forma rigorosa em etapas como recrutamento, progressão de carreira e avaliação de desempenho, eliminando qualquer traço de subjetividade.
Na mesma linha, Guilherme Benchimol, fundador da XP, comparou os valores internos à graxa das engrenagens de uma indústria, unindo a equipe. Ele destacou que o modelo de avaliação da companhia divide o peso igualmente entre metas batidas e alinhamento cultural, alertando que excelentes resultados individuais acompanhados de comportamento egoísta acabam prejudicando todo o grupo.
Regras claras e avaliação de desempenho
A estruturação societária também ganhou destaque com Pedro Mac Dowell, CEO da QI Tech, que ressaltou a relevância de estipular diretrizes transparentes para a entrada e a saída de parceiros. Na empresa, o alinhamento com os princípios organizacionais responde por 60% da nota nas avaliações internas, superando o peso atribuído puramente aos resultados financeiros.
Para encerrar, os painelistas concordaram que a área de gestão de pessoas é uma atribuição que jamais deve ser terceirizada pelos fundadores. O papel do empreendedor se transforma com o tempo: ele deixa de ser o executor direto das tarefas para se tornar o facilitador do sucesso coletivo, criando um ambiente propício para que os colaboradores alcancem seus objetivos.




















Leave a Reply