A corrida eleitoral para o comando do Distrito Federal ganhou novos contornos com a divulgação de um levantamento inédito realizado pelo instituto Quaest. A atual vice-líder do executivo local desponta no topo da preferência do eleitorado brasiliense, consolidando uma vantagem expressiva sobre seus principais concorrentes na disputa pelo Palácio do Buriti.
Cenário principal sem candidaturas indeferidas
Considerando o formato da disputa sem os nomes de Arruda (PSD), Elisson (Agir) e Rico Pinheiro (PRTB) — cujos registros foram barrados pelo Tribunal Regional Eleitoral —, Celina Leão (PP) alcança 39% das intenções de voto. O segundo posto pertence a Leandro Grass (PT), que pontua com 23%, enquanto Paula Belmonte (PSDB) figura logo atrás, com 9%.
Comparativamente ao levantamento anterior, a representante do Progressistas registrou um crescimento que a fez saltar de 34% para 39%. Com isso, a vantagem sobre o petista passou de 11 para 16 pontos percentuais. A lista prossegue com Cappelli (PSB), que obteve 3%, Kiko Caputo (Novo), com 2%, e os nomes de Professora Samara Mineiro (UP) e Professor Robson (PSTU), ambos com 1% cada. Expedito Mendonça (PCO) não pontuou.
O estudo também mapeou o comportamento do eleitor em relação aos votos nulos, brancos e abstenções, que somam 11%, mesma porcentagem dos eleitores que se declararam indecisos. Ambas as taxas apresentaram queda em relação à rodada prévia, quando cada grupo registrava 15%.
Simulação de segundo turno e decisão do eleitor
Em um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados, a projeção aponta uma vitória ampla da candidata governista. Celina Leão marca 54% contra 31% de Leandro Grass, abrindo uma frente de 23 pontos percentuais. Na rodada anterior, o placar mostrava 48% a 30%. O volume de eleitores indecisos nessa simulação recuou de 6% para 4%, e os nulos ou brancos caíram de 16% para 11%.
Além disso, o grau de convicção do eleitorado aumentou. Para 70% dos entrevistados, a escolha na urna já é definitiva — um avanço em relação aos 61% registrados anteriormente. Por outro lado, 30% admitem a possibilidade de alterar o voto até o dia do pleito.
Impacto de nomes impugnados e cenário espontáneo
A pesquisa também testou um panorama incluindo Arruda, que teve a candidatura barrada em definitivo pelo Tribunal Superior Eleitoral pouco antes da divulgação. Nesse contexto, Celina pontua com 36%, Grass com 22% e Arruda aparece com 12%, seguido por Paula Belmonte com 7%. Os demais concorrentes mantêm percentuais inferiores a 3%.
Na modalidade espontânea — quando os nomes dos políticos não são revelados aos eleitores —, Celina Leão lidera com 29%, seguida por Leandro Grass com 17%. Arruda tem 4% e Paula Belmonte, 3%. Neste formato, o índice de indecisão atinge 41%, enquanto brancos e nulos somam 4%.
No quesito rejeição, Arruda lidera o índice negativo: 57% dos entrevistados afirmam que o conhecem, mas não votariam nele de jeito nenhum. A rejeição de Celina Leão alcança 44%, a de Leandro Grass fica em 38% e a de Paula Belmonte registra 30%.
A coleta de dados da Quaest ouviu 1.104 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 25 e 28 de setembro. O levantamento possui margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança estimado em 95%. O registro oficial na Justiça Eleitoral está sob o protocolo DF-02515/2026.
















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