Comitiva de Lula em Nova York: Gastos com hotéis chegam a R$ 3,2 mi

A fatura milionária da comitiva de Lula em Nova York

Comitiva de Lula em Nova York: Gastos com hotéis chegam a R$ 3,2 mi Descubra os detalhes dos gastos milionários com hospedagem da comitiva de Lula na Assembleia-Geral da ONU em Nova York e saiba mais sobre o caso. Documentos oficiais revelam que a participação da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, já acumula R$ 3,2 milhões em despesas apenas com hospedagem.

Gastos detalhados com hotéis em Nova York

Registros de execução orçamentária do governo federal apontam quatro repasses destinados a dois estabelecimentos norte-americanos: o Hyatt Grand Central New York e o Park Lane Hotel. Ao todo, os pagamentos somam R$ 3.232.523,55. O maior montante foi direcionado ao Hyatt, que recebeu R$ 2,2 milhões divididos em duas parcelas (uma de R$ 913,6 mil e outra de R$ 1,3 milhão). Os recursos são vinculados à Delegação do Brasil junto à ONU, subordinada ao Ministério das Relações Exteriores. Já o Park Lane Hotel recebeu R$ 1.014.867,56, divididos em dois pagamentos idênticos de pouco mais de R$ 507 mil cada. Os arquivos públicos deixam claro que os valores foram empenhados para acomodar a equipe brasileira durante a visita presidencial. No entanto, o Itamaraty ressalta que o montante final da missão ainda não foi fechado, pois as contas continuam abertas.

Hospedagem presidencial e comparação com anos anteriores

Apesar de os documentos citarem a comitiva, o governo esclarece que Lula não utilizou os hotéis pagos com verba pública. O chefe do Executivo ficou instalado na Residência do Representante Permanente do Brasil junto à ONU, gerando custo zero de hospedagem ao erário. Os registros oficiais, entretanto, não especificam a lista de nomes, a quantidade de quartos reservados ou o número de diárias contratadas. Comparando com o ano anterior, os gastos parciais atuais com hotéis já superam os R$ 2,92 milhões gastos com a mesma finalidade durante a 80ª Assembleia-Geral em setembro do ano passado. Contudo, o Itamaraty reforça que o custo total da missão de 2026 só poderá ser mensurado após a conclusão de todas as despesas.

Presença do fotógrafo Ricardo Stuckert

Outro ponto que chamou a atenção foi a presença do fotógrafo Ricardo Stuckert nos compromissos oficiais em solo americano. Exonerado do cargo de secretário na Secretaria de Comunicação Social em julho para integrar a campanha à reeleição do presidente, Stuckert registrou encontros oficiais, como a reunião com o prefeito de Nova York. Questionada sobre a viagem, a Presidência da República garantiu que o profissional não integrou a comitiva oficial, não utilizou aeronave do governo e não teve despesas de transporte ou hospedagem custeadas pelos cofres públicos. A Secom, contudo, não detalhou qual foi a condição ou a função exercida pelo fotógrafo durante a cobertura da agenda internacional.