Caso Orelha: famílias cobram ex-delegado após falhas na apuração Parentes de jovens investigados na morte do cão Orelha em Florianópolis exigem reparação jurídica e criticam declarações de ex-delegado. Parentes dos jovens investigados pela morte do cão Orelha, ocorrida em Florianópolis, exigiram esclarecimentos do ex-delegado-geral da Polícia Civil catarinense, Ulisses Gabriel. A cobrança ocorre após o responsável pelas investigações admitir publicamente que houve equívocos na divulgação do caso à imprensa e à sociedade.
Manifestação considerada tardia pelos familiares
Em entrevista concedida a uma emissora de rádio do Estado, o ex-chefe da polícia reconheceu que a entrevista coletiva realizada na época não deveria ter acontecido e que o andamento processual sofreu falhas de comunicação. Para as famílias, a retratação veio tarde demais, quando os prejuízos à honra e à imagem dos adolescentes já estavam consolidados. Os parentes questionaram o real sentido das declarações e afirmaram que a exposição precipitada violou direitos fundamentais. Desde o início das apurações, o grupo apontava irregularidades na condução do inquérito policial que ganhou repercussão nacional no início do ano.
Prejuízos financeiros, ameaças e impacto na saúde
O impacto do vazamento de dados e imagens gerou consequências graves para o cotidiano das vítimas. Houve relatos de fechamento de estabelecimentos comerciais, perda de clientela, centenas de ameaças virtuais e a necessidade de contratação de serviços de segurança particular. Além disso, menores de idade e adultos precisaram realizar procedimentos cirúrgicos em outros municípios para evitar constrangimentos públicos. O caso também foi marcado pela morte do empresário Tony Marcos de Souza, tio de um dos investigados. Ele faleceu vítima de infarto após ser indiciado em uma vertente paralela da apuração, gerando revolta na família diante de comemorações na internet. O Ministério Público estadual já havia pedido o arquivamento do processo por falta de provas consistentes em maio.
Cobrança por reparação de danos
Embora não tenham confirmado ações judiciais diretas contra a autoridade policial, os parentes reforçaram que os danos morais sofridos exigem a devida reparação jurídica. Recentemente, o Ministério Público solicitou que o ex-delegado, atualmente deputado estadual eleito, pague uma quantia expressiva por supostos abusos de autoridade e quebra de sigilo funcional durante o andamento do caso.
















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