A equipe jurídica ligada ao senador Flávio Bolsonaro protocolou neste domingo uma notícia-crime no Tribunal Superior Eleitoral contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após declarações dadas durante o primeiro turno das eleições.
Investigação sobre interferência estrangeira
O centro da contestação é a coletiva de imprensa realizada no dia da votação, na qual Rodrigues mencionou que a corporação avaliava indícios de interferência internacional no pleito brasileiro. O caso teve origem em uma denúncia apresentada pela Advocacia-Geral da União, fundamentada em uma matéria do jornal britânico The Guardian sobre repasses financeiros dos Estados Unidos a grupos críticos ao Supremo Tribunal Federal.
Durante o encontro com repórteres, o chefe da corporação policial esclareceu que a instituição apenas analisava a representação da AGU, sem a abertura formal de um inquérito naquele momento.
Argumentos da defesa e acusação de desvio
No entanto, os advogados da campanha argumentam que a atitude do dirigente pode configurar uso indevido da máquina pública para favorecer a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A representação legal busca investigar um suposto desvio de finalidade institucional e garantir a lisura do processo eleitoral brasileiro.
O documento aponta que a convocação da imprensa no dia exato da votação para tratar de uma apuração preliminar — baseada apenas em notícias veiculadas pela mídia — representou um pré-julgamento prejudicial.
Arquivamento do caso pela Polícia Federal
Três dias após o episódio, a própria corporação decidiu encerrar a apuração preliminar por constatar a ausência de provas mínimas e de justa causa para a abertura de uma investigação oficial. Até o momento, tanto a direção da PF quanto a AGU optaram por não comentar o caso publicamente.




















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