As companhias de apostas online acumulam um montante de R$ 159 milhões que ainda precisa ser repassado aos usuários, conforme levantamento divulgado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
Prazo para restituição bancária
O repasse financeiro pelas instituições bancárias tem como limite a próxima quarta-feira (14/10). No entanto, o cenário enfrenta resistência por parte de oito plataformas, que deixaram de enviar as informações necessárias aos bancos. Diante disso, a Advocacia-Geral da União prepara medidas judiciais para forçar o fornecimento dos dados e garantir o pagamento.
Fim das operações e saque dos valores
A proibição definitiva das plataformas de apostas no território nacional foi decretada em 25 de setembro pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida estipulou prazos específicos para que os cidadãos resgatassem seu dinheiro. O período de saque voluntário encerrou-se em 5 de outubro, registrando na época um montante estimado em R$ 1,2 bilhão.
Como funciona a devolução do dinheiro
O procedimento exigia que as companhias repassassem aos bancos, até o dia 7 de outubro, a relação detalhada com o CPF de cada cliente e a respectiva conta bancária de origem. Na hipótese de qualquer obstáculo operacional, os montantes serão centralizados na Caixa Econômica Federal a partir de 14 de outubro, cabendo à instituição pública efetuar os pagamentos.
Os registros oficiais contemplam 22,5 milhões de pessoas com valores a receber, totalizando 70,5 milhões de contas cadastradas. O perfil financeiro demonstra que a grande maioria possui quantias irrisórias: 90% das contas registram menos de R$ 1, enquanto 97% guardam menos de R$ 10 para resgate.
Combate a plataformas ilegais
Em paralelo ao processo de reembolso, as autoridades intensificaram a fiscalização contra a atuação irregular no setor. Entre o final de setembro e o dia 9 de outubro, 16.627 endereços eletrônicos clandestinos foram indicados para suspensão junto à Anatel e ao Comitê Gestor da Internet no Brasil.
A estratégia repressiva também resultou na solicitação para tirar do ar quase 3,7 mil páginas, perfis em redes sociais e servidores. A força-tarefa envolve órgãos federais como o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Fazenda.




















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