O candidato do Avante, Augusto Cury, promoveu uma ação inusitada na Avenida Paulista, em São Paulo, ao montar uma mesa com duas cadeiras em frente ao Masp para ouvir desabafos da população, adotando uma postura semelhante a uma sessão terapêutica para se distanciar da imagem de políticos tradicionais.
Críticas ao Supremo Tribunal Federal
Enquanto realizava atendimentos na rua, o psiquiatra comentou a tensão registrada no plenário do STF, em Brasília, onde ocorreram bate-bocas entre os ministros Edson Fachin, Flávio Dino, André Mendonça e Gilmar Mendes. Cury classificou o episódio como uma “guerra de egos” e uma “epidemia de corrupção”.
Declarações sobre os rumos do país Para o candidato, a corte suprema e os líderes políticos deveriam focar nos problemas reais da população em vez de debater interesses de meia dúzia de pessoas, afirmando não tomar partido em nenhuma das contendas internas do tribunal.
Insatisfação com levantamentos eleitorais
Cury também reclamou da estagnação de seu nome nas pesquisas de intenção de voto, culpando algoritmos e o que chamou de mídia atrelada a questões de poder pela suposta sabotagem à sua candidatura.
Trajetória e influências intelectuais Natural de Colina (SP) e formado em Medicina pela Famerp em 1958, Cury construiu carreira na psiquiatria e alcançou fama internacional como autor de dezenas de livros sobre comportamento, ansiedade e gestão emocional vendidos aos milhões desde o final dos anos 1990.
Propostas educacionais e emocionais Inspirando-se em conceitos do psicanalista Carl Gustav Jung sobre o desenvolvimento emocional, o candidato defende a reformulação da corrente escolar para que jovens aprendam a proteger suas emoções e preservar a saúde mental em meio à era da intoxicação digital.
Por fim, Cury reforçou que sua estratégia de campanha nas ruas é totalmente deliberada, destacando que prefere ouvir as dores dos cidadãos enquanto os demais políticos discutem poder em Brasília.
















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