Alexandre de Moraes fala hoje no STF após decisões de Fachin

Moraes se pronuncia nesta quinta após decisões de Fachin no STF

O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal, concederá uma entrevista coletiva nesta quinta-feira (10), às 11h, na sede da Suprema Corte, situada em Brasília. O comunicado acontece em um momento de alta tensão institucional, motivada por recentes movimentações do presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, que impactam diretamente investigações sensíveis e a cúpula da Polícia Federal.

Mudanças no comando de inquéritos importantes

Na quarta-feira (9), Fachin determinou a remoção de Moraes da condução do tradicional inquérito das fake news, centralizando as apurações pendentes sob sua própria responsabilidade, enquanto o magistrado afetado manteve apenas as ações penais que já se encontram em estágio avançado. Além disso, a presidência agendou para a próxima terça-feira uma sessão para deliberar sobre um relatório que aponta Moraes como suposto receptor de recados enviados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o que pode culminar na abertura formal de um procedimento investigativo.

Blindagem e novas regras para apurações no tribunal

Como parte das medidas adotadas para conter o desgaste interno, o presidente da Corte determinou a suspensão temporária de diligências voltadas a apurar condutas de ministros do tribunal. Ficou estabelecido que quaisquer expedientes dessa natureza devem obrigatoriamente passar primeiro pelo crivo da Presidência. Por consequência, a petição sob a batuta de André Mendonça que avaliava uma investigação contra Moraes teve sua tramitação paralisada.

Impasse na chefia da Polícia Federal

A crise institucional ganhou força após conflitos de competência envolvendo o cargo de diretor-geral da corporação, ocupado por Andrei Passos Rodrigues. Enquanto André Mendonça decretou o afastamento do delegado, o ministro Flávio Dino garantiu a permanência dele no posto. Diante do impasse, Fachin anulou ambas as determinações, ratificou a permanência de Rodrigues na chefia policial e estabeleceu um prazo de 48 horas para que ele preste esclarecimentos formais à chefia do STF.

Para fechar o pacote de intervenções, a presidência do STF também paralisou um procedimento oriundo da Procuradoria-Geral da República que buscava apurar suposta interferência na instituição policial durante a produção do relatório que menciona as tratativas de Vorcaro, redesenhando o cenário de investigações no âmbito da mais alta corte do país.