Estudante espancado na UFRJ vira alvo de deboche em WhatsApp

Universitário espancado por comunistas na UFRJ vira alvo de ironia em grupo de WhatsApp

O estudante universitário brutalmente agredido por militantes de esquerda dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tornou-se alvo de deboches e novas intimidações em um grupo de troca de mensagens. Nos diálogos obtidos, os envolvidos nas agressões zombam das críticas recebidas, rotulam a vítima e chegam a ironizar a violência cometida no campus.

Entenda o contexto da violência no IFCS

O episódio de violência ocorreu em 25 de agosto, quando Diego Costa da Silva Araújo, de 27 anos, foi acuado e espancado por uma turba de colegas dentro do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS). Aluno de história e autodeclarado marxista, ele foi surpreendido durante uma aula sob a acusação infundada de promover o nazismo. Na ocasião, o jovem vestia uma camisa de uma banda britânica e utilizava um broche com uma suástica cortada, adereço que, segundo ele, representava exatamente o repúdio ao regime totalitário.

Imagens em vídeo registraram o momento em que cerca de dez pessoas cercam o universitário, desferindo socos e pontapés por pelo menos meio minuto, inclusive enquanto ele tentava fugir pelas escadarias do prédio acadêmico.

Deboches e ironias nas redes sociais

Dias após o espancamento, conversas em um aplicativo de mensagens revelaram que os agressores continuam hostilizando o estudante e zombando de quem saiu em sua defesa. Durante as discussões, um membro do grupo identificado como Nilson tentou intervir, atestando que conhecia o colega e que as acusações de extremismo eram falsas.

A tentativa de defesa gerou revolta entre os demais integrantes, que insistiram em associar o estudante agredido a correntes extremistas. A tensão aumentou quando Nilson exigiu que os responsáveis pela violência fossem punidos judicialmente e cobrados pela sindicância interna da instituição.

Piadas com agressão e acusações de deboche

Em meio à troca de farpas, veio à tona a acusação de que uma das participantes do grupo, chamada Clara, teria oferecido ironicamente um “cupom de desconto” para os envolvidos no espancamento. Confrontada com capturas de tela que registravam a fala, a jovem limitou-se a reagir com emojis de risada. Outros integrantes do chat acusaram o defensor da vítima de tentar acobertar a situação, mantendo o clima de hostilidade.

Investigação policial e depoimentos

Enquanto o caso repercute negativamente nos meios digitais, as autoridades policiais e a própria administração acadêmica buscam esclarecer os fatos. Seguranças do instituto e a professora responsável pela aula interrompida declararam às autoridades que não presenciaram nenhuma conduta de apologia ao nazismo por parte da vítima antes do ataque.

Atualmente, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro conduz inquérito para apurar a responsabilidade pelas agressões físicas, enquanto a UFRJ mantém aberta uma sindicância interna para avaliar a conduta dos envolvidos no episódio.