A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer favorável para que Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, realize exames médicos fora do estabelecimento prisional onde se encontra detido.
Pedido de atendimento médico ao STF
O documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), a quem caberá a palavra final sobre o caso. A defesa fundamentou o pedido alegando que o detento apresentou sinais de uma possível crise de diverticulite, tendo inclusive buscado socorro médico em uma unidade de pronto atendimento nas imediações do presídio.
Os advogados requereram que o paciente seja avaliado pelo médico coloproctologista Fábio Lopes Queiroz e passe pelos exames complementares recomendados. No documento oficial, chancelado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, a manifestação foi favorável ao pleito.
Contexto da detenção e pedido de liberdade
O posicionamento da Procuradoria surge na sequência de outra solicitação protocolada pela defesa, que requereu ao STF a anulação da prisão preventiva de Henrique. Na petição, argumentou-se que a detenção já ultrapassa o período de 90 dias sem que os recursos interpostos tenham recebido apreciação definitiva pela Suprema Corte.
Henrique Moura Vorcaro foi detido em maio na cidade de Nova Lima, situada na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Conforme informações repassadas por fontes da Polícia Federal, ele é apontado como integrante do chamado núcleo violento de uma organização criminosa ligada a Daniel Vorcaro.
Posição contrária sobre outro investigado
No mesmo pronunciamento enviado ao STF, a PGR manifestou-se contrariamente à concessão de liberdade a Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos, alvo de investigações no âmbito da Operação Compliance Zero.
De acordo com levantamentos da Polícia Federal, Rodrigo estaria integrado ao grupo denominado Os Meninos, facção suspeita de envolvimento em ataques cibernéticos, invasões de sistemas e monitoramento clandestino. A investigação aponta que ele exercia funções técnicas e logísticas, auxiliando a liderança operacional com pagamentos e registros de domínios na internet.
Embora a defesa tenha argumentado que o investigado está preso há mais de três meses sem denúncia formal e sem ocupar cargos de comando, a PGR entendeu que persistem os indícios de autoria, o risco de fuga e a possibilidade de reiteração delitiva, justificando a manutenção da custódia cautelar.




















Leave a Reply