Preço do petróleo sobe com crise no Oriente Médio e oferta

Petróleo sobe pelo segundo dia com escalada no Oriente Médio e interrupções na oferta

As cotações do petróleo registraram alta pela segunda sessão consecutiva nesta terça-feira, impulsionadas pelo acirramento dos conflitos no Oriente Médio e por problemas persistentes na cadeia de suprimentos da região.

Impacto nos principais mercados

Por volta das 8h10, os contratos do Brent para novembro negociados na Intercontinental Exchange (ICE) apresentavam valorização de 0,51%, cotados a US$ 106,20 o barril. Paralelamente, na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI com vencimento no mesmo mês avanças 1,04%, atingindo US$ 98,15.

Especialistas do ING apontam que o Brent chegou a rondar a faixa de US$ 110 durante a sessão, patamar que tem funcionado como uma barreira técnica importante nos últimos três dias. Esse movimento de alta reflete tanto a instabilidade geopolítica quanto a interrupção no fluxo do oleoduto Leste-Oeste, na Arábia Saudita, que segue paralisado após investidas recentes e tem capacidade para escoar 7 milhões de barris diários.

Negociações internacionais e impacto na energia

No cenário diplomático, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou recentemente que Teerã demonstra interesse em firmar um entendimento e que estaria disposto a conversar. Contudo, o governo iraniano rechaçou qualquer diálogo com Washington enquanto suas exigências fundamentais não forem atendidas.

Outro fator que mexe com o mercado global de combustíveis envolve a situação entre Rússia e Ucrânia. De acordo com o líder americano, ambos os países teriam aceitado cessar os ataques mútuos contra instalações ligadas ao setor energético. Ações militares anteriores contra refinarias russas vinham estrangulando a exportação de diesel para o mercado internacional.

A combinação entre a paralisação de infraestruturas estratégicas na Arábia Saudita e as incertezas geopolíticas globais continua mantendo investidores em estado de alerta, pressionando as cotações das principais commodities energéticas para cima.