El Niño forte: Brasil alerta para clima extremo na primavera

El Niño muito forte pode provocar eventos climáticos extremos no Brasil, alerta Inmet

O Brasil se prepara para enfrentar um período de severas instabilidades meteorológicas entre os meses de setembro e novembro, impulsionado pela consolidação de um El Niño de proporções excepcionais. Projeções divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que há uma probabilidade superior a 90% de que o fenômeno atinja um estágio de intensidade muito elevada justamente durante a estação primaveril.

Riscos de temporais na Região Sul

Diante desse panorama, o alerta é redobrado para a ocorrência de chuvas intensas na porção meridional do país, afetando de maneira mais direta os estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Como essas localidades ainda lidam com as marcas deixadas pelas graves inundações recentes, a possibilidade de novas tempestades severas eleva significativamente o nível de apreensão quanto a potenciais desastres naturais.

Seca na Amazônia e estiagem no Centro-Oeste

Em contrapartida, as previsões climáticas apontam para volumes pluviométricos abaixo da média histórica nas regiões Norte e Nordeste, além de trechos do Brasil Central. Essa configuração meteorológica tem o potencial de intensificar a seca na Amazônia, impondo desafios adicionais à segurança hídrica. Estados do Centro-Oeste, juntamente com Minas Gerais e o Espírito Santo, também devem atravessar fases de maior secura.

Ondas de calor e impactos no agronegócio

Paralelamente à irregularidade das chuvas, episódios de ondas de calor tendem a se tornar mais frequentes e rigorosos, afetando principalmente o Centro-Oeste e o Sudeste do território nacional.

Especialistas apontam que a magnitude do evento climático pode superar marcas históricas. Com base em estatísticas fornecidas pela agência norte-americana NOAA, o Inmet calcula em 75% a chance deste episódio se consolidar como o mais potente dos últimos 76 anos. Analistas da área acadêmica reforçam que o grau severo do fenômeno traz ameaças diretas à produtividade do agronegócio e amplia a frequência de intempéries em território brasileiro.