O decano do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes, reiterou neste domingo a exigência para obter acesso completo aos dados extraídos pela Polícia Federal do telefone celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Cobrança formal à Polícia Federal
Por intermédio de um ofício enviado ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, o magistrado exigiu o envio imediato de uma cópia integral do material para o seu gabinete, requisitando exatamente o mesmo conteúdo que já foi disponibilizado ao relator do caso na Corte, André Mendonça.
O decano argumenta que a posse do material é indispensável para que os demais integrantes do tribunal analisem o caso com profundidade, ressaltando que até o momento apenas trechos isolados foram revelados. Segundo o magistrado, sem a verificação direta da mídia digital, que está sob a guarda de André Mendonça há vários meses, torna-se inviável identificar eventuais omissões ou compreender o contexto real das conversas.
Movimentação intensa no STF
Esta nova cobrança representa a segunda investida do ministro em um intervalo inferior a 48 horas, visto que na última sexta-feira ele já havia protocolado um pedido semelhante direcionado ao presidente da Corte, Edson Fachin.
A atuação nos bastidores do tribunal envolveu outros magistrados no mesmo fim de semana. Cristiano Zanin estabeleceu um prazo rigoroso para que a corporação policial entregue o conteúdo completo das investigações, enquanto Alexandre de Moraes solicitou a revogação do sigilo de um processo paralelo vinculado à instituição financeira.
Sessão do plenário e investigação
Em paralelo à disputa pelas provas, Gilmar Mendes manifestou oposição à realização de uma sessão plenária convocada por Edson Fachin para a próxima terça-feira. O encontro tem como objetivo definir se Alexandre de Moraes será investigado devido aos seus contatos com o ex-banqueiro.
Relatórios da Polícia Federal apontam que o magistrado e Vorcaro trocaram dezenas de mensagens eletrônicas, incluindo um questionamento do ex-executivo sobre a possibilidade de deixar o país. Além disso, apurações apontam a suposta participação de Moraes na revisão de um contrato milionário firmado entre o escritório de advocatia de sua esposa e a instituição financeira.
Até o momento, o ministro alvo das suspeitas não se pronunciou publicamente sobre os diálogos e negócios revelados pelas investigações. Enquanto isso, Daniel Vorcaro permanece detido na ala especial do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
















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