Vinhos de R$ 1 milhão são apreendidos pela PF em operação

PF encontrou coleção de vinhos avaliada em quase R$ 1 milhão na casa de investigado no caso Master

Uma coleção de aproximadamente 670 garrafas de bebidas alcoólicas de alto padrão, avaliada em cerca de R$ 1 milhão, foi confiscada pela Polícia Federal na residência do empresário Thiago Miranda Silva.

Detalhes da adega milionária

A apreensão ocorreu no dia 9 de julho, durante a realização da 10ª fase da Operação Compliance Zero. No total, os agentes recolheram 146 garrafas de vinho de variadas marcas e safras, além de cerca de 530 unidades de champanhe. Entre os rótulos de maior destaque, o relatório policial apontou a presença de 10 garrafas do cobiçado vinho Petrus, cujos valores individuais podem atingir a marca de R$ 95 mil no mercado.

Investigação sobre redes sociais e ataques

O empresário e sua agência de comunicação estão sob investigação da PF por supostamente articularem uma campanha digital ofensiva. A acusação aponta que o grupo contratou influenciadores para defender o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, além de promover ataques direcionados ao Banco Central, perseguição a jornalistas e a elaboração de um dossiê contra o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho.

Conexões e suspeitas de fraude

Conforme o levantamento da autoridade policial, parte do acervo etílico pertencia originalmente a Fernando Cavalcanti, alvo de investigações em uma etapa da Operação Sem Desconto. Miranda alegou em sua defesa que seu cônjuge comprou algumas das garrafas diretamente de Cavalcanti.

Os investigadores registraram que Cavalcanti exercia a função de “depositário fiel” dos produtos, o que proibia qualquer tipo de comercialização ou transferência sem ordem judicial prévia. A possível venda dos itens é tratada pela polícia como indicativo de crime de alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria.

Desdobramentos judiciais

Embora os itens tenham sido confiscados, Thiago Miranda assumiu a responsabilidade como novo fiel depositário da coleção. A corporação policial pontuou que, até aquele estágio da investigação, não havia sido estabelecida uma ligação direta entre o acervo de luxo e os crimes financeiros apurados no âmbito do Banco Master. O ministro André Mendonça declarou posteriormente que o caso das garrafas demanda uma investigação mais profunda para o completo esclarecimento dos fatos.