A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja realizada uma análise prévia e uma filtragem de todo o material apreendido em seus telefones celulares antes que o conteúdo seja anexado publicamente aos autos do chamado Caso Master. A solicitação ocorre logo após o ministro Edson Fachin determinar que o ministro André Mendonça garanta a publicidade dos documentos da Petição 16.704.
H2 Garantia da vida privada e sigilo profissional H3
Em petição direcionada ao relator, os defensores pontuam que não se opõem ao princípio constitucional da publicidade processual, mas ressaltam a necessidade imperativa de separar o material de interesse para as investigações policiais daquelas conversas e mídias que dizem respeito estritamente à privacidade do empresário.
De acordo com a representação jurídica, os arquivos obtidos pela Polícia Federal contêm diversos registros de foro íntimo, tais como fotografias de familiares — incluindo menores de idade —, além de diálogos confidenciais mantidos entre Vorcaro e seus advogados, que possuem proteção legal garantida pelo sigilo profissional inerente à advocacia.
H2 Precedente de vazamento anterior motiva alerta jurídico H3
Para justificar o receio de exposição, a equipe legal relembrou o episódio em que mensagens de teor estritamente particular, trocadas entre o banqueiro e uma ex-namorada, acabaram expostas publicamente no contexto da Operação Compliance Zero. Na visão da defesa, tal ocorrência comprova o risco iminente e evidencia a urgência de um pente-fino prévio nos dispositivos.
O criminalista Sérgio Leonardo, responsável pela manifestação, destacou que conversas de natureza íntima acabaram vazadas de maneira arbitrária anteriormente. Por essa razão, a petição reforça o apelo para que o magistrado responsável realize uma triagem rigorosa de todo o conteúdo antes de dar andamento à publicação dos dados.
Fundamentado no Estatuto da Advocacia, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e nas garantias fundamentais de proteção à intimidade previstas na Constituição Federal, o pedido exige máxima cautela de André Mendonça. O intuito central é impedir que a divulgação indiscriminada de informações irrelevantes para o processo gere constrangimentos desnecessários e atinja a honra de terceiros e do próprio investigado.




















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