O comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a batuta do ministro Nunes Marques tem sido alvo de contundentes contestações no cenário político e jurídico brasileiro. Durante sua participação no Jornal da Cidade, o jornalista Luís Costa Pinto, vinculado ao Instituto Conhecimento Liberta (ICL), avaliou que o magistrado estaria conduzindo suas funções com motivação político-partidária voltada a favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL).
As críticas à postura no Supremo Tribunal Federal Para fundamentar sua perspectiva sobre magistrados indicados por gestões passadas, o analista resgatou episódios do passado e fez paralelos diretos com declarações antigas de figuras ligadas ao clã presidencial.
“Kassio Nunes Marques virou o cabo e o André Mendonça o soldado com os quais o Eduardo Bolsonaro disse lá em 2018 ainda, antes da posse, no período de transição para o governo Jair Bolsonaro, que bastavam um cabo e um soldado para fechar o Supremo”, afirmou Costa Pinto, em referência à declaração feita pelo então deputado federal Eduardo Bolsonaro sobre o STF.
Questionamentos jurídicos e intervenção interna A condução administrativa do dirigente da Corte Eleitoral também entrou na mira do comunicador, que classificou como “absolutamente ilegal” uma decisão unipessoal tomada recentemente. Na visão do especialista, a posterior movimentação do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Villas Bôas Cueva, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), configurou um claro revés institucional.
“Hoje à noite o plenário do TSE vai se reunir e vai dar um cascudo no presidente do TSE, porque ele está agindo politicamente a favor de um lado, e o lado do filho de quem o nomeou para o Supremo Tribunal Federal”, declarou.
Relações sob escrutínio e novos esquemas citados Além das questões estritamente processuais, o profissional de imprensa pautou supostos encontros do ministro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, vinculado ao Banco Master, além de repercutir apurações sobre pagamentos atrelados a esses episódios.
Outro elemento abordado foi o conceito da chamada “Turma do KN”, rótulo empregado por ele para se referir a um litígio de precatórios envolvendo um escritório de advocacia que vislumbra o recebimento de valores milionários em honorários após a liberação de créditos de uma usina paulista. O jornalista também pontuou uma suposta proximidade entre o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro investigado.
Diante do volume de polêmicas e questionamentos levantados, o comentarista encerrou sua análise colocando sob forte suspeita a integridade e a legitimidade da permanência do ministro na chefia do órgão responsável por conduzir o processo eleitoral do país.
“É esse Kassio Nunes que continua pontificando no Tribunal Superior Eleitoral como presidente do tribunal, tendo todo esse passado condenando a isenção dele no processo político”, declarou.

