O deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) afirmou que a direita precisa se mobilizar para retomar o controle da educação no país. Durante participação em um programa de entrevistas, o parlamentar defendeu que estudantes conservadores devem ocupar o espaço político em escolas e universidades.
Estratégia inspirada em modelo norte-americano Movimentos como o TurningPoint EUA servem de inspiração para a atuação planejada pelo político paulista. A proposta visa ampliar a presença de ideias conservadoras não apenas nas salas de aula, mas também em veículos de comunicação e outros setores dominados historicamente pela esquerda.
“Precisamos ter um ativismo político dentro de escolas e universidades”, declarou Pavanato, eleito em 4 de outubro com mais de 3 milhões de votos, a maior votação para deputado federal da história de São Paulo.
O parlamentar ressaltou que apenas integrar as instituições não gera mudanças práticas no ambiente acadêmico. “Não basta ser conservador dentro da faculdade se você permite, mesmo sendo maioria, que a esquerda ocupe essa posição”, afirmou. “Precisamos ocupar agora o nosso espaço”, completou.
Propostas de reformulação para o ensino nacional Além da militância estudantil, a plataforma defendida pelo deputado inclui alterações profundas no sistema educacional brasileiro, como a implementação de vouchers e a diminuição do poder do Ministério da Educação sobre as diretrizes pedagógicas.
“Um pai cristão tem que ter o direito de botar o filho numa escola cristã”, disse. “Por mais que ele seja uma pessoa humilde, ele tem o direito de receber um voucher para isso.”
Críticas ao modelo atual e valorização do ensino técnico O foco dos investimentos estatais também entrou na mira do parlamentar, que aponta distorções no orçamento voltado para o setor. Para ele, o governo deveria direcionar mais verbas para a educação básica em detrimento do ensino superior.
“Por que o ensino técnico é tão demonizado?”, perguntou. “Para mim, se um jovem quiser, ele tem o direito de optar por sair da escola, ir para o ensino técnico e arrumar um bom emprego.”
Por fim, Pavanato classificou o atual modelo de ensino como ineficiente e politizado. “É uma educação completamente disfuncional, voltada simplesmente pra replicação ideológica de absolutos radicais”, concluiu.

