O advogado-geral da União, Jorge Messias, uniu-se ao vice-presidente Geraldo Alckmin nesta terça-feira, 13, para promover a plataforma digital “Cristãos com Lula 13”. A iniciativa faz parte dos esforços da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para dialogar diretamente com o eleitorado religioso através das redes sociais.
Estratégia para o público religioso
No material divulgado online, Jorge Messias, que professa a fé evangélica, pediu aos simpatizantes que repliquem o material digital e adotem a hashtag “#LulaComOsCristãosDoBrasil”. Por sua vez, Geraldo Alckmin, católico declarada, destacou que o espaço apresenta os “compromissos com as crianças, adolescentes e nossas famílias e com o futuro da nação brasileira”, finalizando com a frase: “Que Deus abençoe o nosso país”.
Dentro da estrutura governamental, o advogado-geral da União tem funcionado como o principal elo entre o Palácio do Planalto e a comunidade evangélica. Desde o ano de 2023, ele tem marcado presença em nome do chefe do Executivo na tradicional Marcha para Jesus na capital paulista. Na edição programada para 2026, ele declarou que o presidente havia dado instruções para que a festividade religiosa ficasse livre de atos políticos partidários.
Desafio nas urnas com evangélicos
Essa movimentação política acontece em um cenário de resistência do governo perante o eleitorado evangélico. Dados de levantamento do Datafolha publicados no dia 2 de outubro indicavam que Flávio Bolsonaro (PL) acumulava 52% da preferência nesse nicho específico, enquanto o atual mandatário registrava 26%. Em contrapartida, no segmento católico, o cenário é favorável ao petista, que vencia por 50% contra 32%.
Cartas direcionadas a católicos e evangélicos
Como parte da mesma estratégia de aproximação, a cúpula petista planeja lançar manifestos escritos voltados especificamente para católicos e evangélicos nos próximos dias. A confirmação foi dada pelo dirigente partidário Edinho Silva nesta terça-feira, após encontro com representantes de legendas aliadas.
De acordo com o presidente do PT, a ideia surgiu de coletivos sociais envolvidos na redação dos textos, que posteriormente passaram pelo crivo do próprio candidato à reeleição. O líder político explicou que os documentos servem para “trabalhar o diálogo” com as comunidades de fé.
A expectativa é que o próprio titular do Planalto assine os documentos públicos muito em breve. Diferentemente da eleição presidencial de 2022 — quando houve um ato solene para a divulgação de uma carta aos evangélicos —, desta vez a cúpula da campanha descartou a realização de um grande evento para o lançamento oficial dos textos.

