A economia global deverá registrar uma desaceleração no ritmo de crescimento, conforme apontam as estimativas divulgadas nesta sexta-feira, 9, pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU).
Projeção para o PIB mundial
O levantamento do órgão internacional indica que o Produto Interno Bruto (PIB) global deve avançar 2,6% neste período, ficando abaixo da alta de 2,9% registrada no ano anterior. De acordo com a análise da ONU, o principal vetor dessa desaceleração será a crise no mercado de energia, impulsionada diretamente pelo conflito no Oriente Médio.
Desempenho do comércio internacional
Em paralelo à alta do PIB, o comércio de bens e serviços tem previsão de expansão de 4% neste ano. No entanto, o avanço ocorre na esteira dos preços mais elevados da energia, logo após o setor atingir o patamar recorde de US$ 35 trilhões no ano passado.
O documento da agência também destaca uma retração expressiva de 20% nas trocas comerciais entre Estados Unidos e China — as duas maiores potências do planeta — desde 2024. Em contrapartida, países do leste asiático ampliaram suas parcerias comerciais com norte-americanos e chineses.
Impactos de barreiras comerciais
A Unctad pontua que restrições e barreiras regulatórias afetam o mercado global. “Os controles de exportação, a triagem de investimentos e as condições da cadeia de suprimentos dificultam o acesso de novos participantes a setores estratégicos”, apontou o documento oficial.
O papel da Ásia no cenário econômico
Apesar do cenário desafiador, a região asiática seguirá como o principal motor da economia mundial, respondendo por 59% da expansão econômica esperada. Os destaques ficam por conta das altas projetadas para o PIB da Índia (7,3%), da Indonésia (5,2%) e da China (4,5%).
Comparações com outras instituições
Outras entidades financeiras globais também revisaram suas perspectivas recentemente. Em junho, o Banco Mundial projetou um avanço de 2,5% para a economia global, sob reflexos da guerra entre Estados Unidos e Irã, podendo cair para 1,3% no cenário mais pessimista. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) mantém uma expectativa ligeiramente mais otimista, estimando alta de 3% para o indicador neste ano.
















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