INPC acumula 4,29% em 12 meses e impacta reajuste salarial

INPC, inflação que corrige salários, acumula 4,29% em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) encerrou setembro com alta de 0,82%, impulsionando o acumulado de 12 meses para 4,29%, conforme os dados oficiais revelados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês anterior, a taxa em um ano havia ficado em 3,98%.

O impacto do índice no seu bolso

O indicador desempenha um papel central na economia doméstica, servindo como referência fundamental para a correção e o reajuste de remunerações de várias categorias profissionais. O cálculo do salário mínimo, por exemplo, utiliza o índice de novembro, enquanto o seguro-desemprego e os pagamentos da Previdência Social dependem do resultado consolidado até dezembro.

Diferenças entre os principais índices econômicos

Enquanto o INPC foca em lares com rendimentos de um a cinco salários mínimos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, abrange famílias que ganham até 40 salários mínimos. O IPCA também registrou alta de 0,82% em setembro, acumulando 4,58% em 12 meses. O salário mínimo atual de referência é de R$ 1.621.

Enquanto o IPCA monitora 377 subitens, o INPC acompanha 367 produtos e serviços. Outro fator divergente é o peso atribuído a cada setor: os alimentos correspondem a cerca de 25% do INPC devido ao orçamento das famílias de menor renda, superando os 21% registrados no IPCA. Por outro lado, custos como passagens aéreas possuem menor peso no índice voltado ao público de menor poder aquisitivo.

Metodologia de cálculo

A principal finalidade do levantamento é preservar o poder de compra da classe trabalhadora de menor renda por meio do monitoramento da cesta de consumo. A pesquisa de campo abrange 16 localidades, englobando dez regiões metropolitanas, além de capitais como Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. No mês de setembro, o grupo de alimentação teve alta de 0,80%, ao passo que os produtos não alimentícios subiram 0,83%.