A secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, criticou duramente as declarações recentes do senador Flávio Bolsonaro (PL) voltadas ao setor de saúde pública durante entrevista concedida na última quinta-feira (8).
Falta de propostas concretas
Segundo a titular da pasta estadual, o parlamentar demonstrou incapacidade de apresentar soluções reais para o setor e falhou ao tentar desqualificar a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Para Roberta, o eleitorado baiano valoriza as recentes entregas de infraestrutura hospitalar e não identifica na oposição uma alternativa viável de governo.
A gestora pontuou que o resultado nas urnas refletiu a aprovação popular das melhorias realizadas na área médica, destacando a construção de novas unidades de saúde como prova do compromisso administrativo.
Debate sobre a regulação médica
Outro ponto abordado foi a questão da regulação de leitos, que, na visão da secretária, acabou convertida em ferramenta de politicagem. Ela assegurou que cerca de 80% dos pacientes que demandam o serviço conseguem atendimento em um prazo inferior a 24 horas, com o objetivo de alcançar 100% de eficácia mediante o fortalecimento da atenção básica e a ampliação da rede.
A respeito do clima político, a secretária avaliou que os cidadãos não clamam por uma ruptura administrativa, mas sim pela continuidade e otimização dos serviços já prestados pelo atual grupo governista. Ela também elogiou o estilo de liderança de Jerônimo Rodrigues, caracterizado pela cobrança por resultados combinada com autonomia técnica aos secretários.
Ameaças ao Sistema Único de Saúde
No campo político nacional, a representante da Bahia repudiou um vídeo divulgado pelo comentarista Rodrigo Constantino, classificando o material como ofensivo tanto aos moradores do estado quanto aos pacientes oncológicos. Ela relacionou a postura do senador oposicionista à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, marcada por episódios controversos durante a pandemia de Covid-19.
Por fim, Roberta alertou que conquistas essenciais como o SUS e o programa Farmácia Popular estariam ameaçadas sob uma eventual administração alinhada ao grupo político de Flávio Bolsonaro. Ela recordou a escassez de repasses federais e de ambulâncias do Samu durante o governo federal anterior, contrastando o cenário com a retomada de parcerias após a chegada da atual gestão federal.




















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