PF arquiva investigação sobre suposta ingerência dos EUA na eleição

PF arquiva apuração sobre suposta interferência dos EUA nas eleições

A Polícia Federal encerrou nesta quarta-feira, 7, o procedimento investigativo que apurava uma suposta interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro. A corporação concluiu que não existem indícios mínimos de ilegalidade que sustentem a acusação de que a gestão de Donald Trump teria atuado na votação do país.

Origem da investigação na Polícia Federal

O caso havia sido anunciado publicamente pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, no próprio domingo do primeiro turno das eleições. Nos bastidores da instituição, avalia-se que a declaração funcionou como uma resposta institucional à Advocacia-Geral da União, liderada por Jorge Messias, que havia solicitado a abertura do procedimento enquanto a análise ainda estava em fase preliminar.

O papel da AGU e a imprensa internacional

A movimentação da AGU teve início após a publicação de uma reportagem pelo jornal britânico The Guardian. O texto apontava o suposto desvio de verbas destinadas aos direitos humanos pela administração norte-americana para impulsionar pautas de extrema direita no cenário internacional, o que motivou a atuação do órgão jurídico brasileiro.

Diante do cenário, o advogado-geral formalizou o pedido de apuração junto à corporação policial para investigar o suposto fluxo de capital estrangeiro direcionado a ataques contra o sistema de justiça e a soberania do país.

Conclusão do caso pelo órgão policial

Com a análise técnica realizada pela Diretoria de Inteligência, a corporação determinou o arquivamento por ausência de materialidade delitiva, encerrando assim a verificação preliminar sobre a suposta ingerência estrangeira nas urnas.