O voto depositado nas urnas vai muito além da escolha de representantes políticos, pois determina diretamente a divisão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Estabelecido em 2018, o recurso injetou R$ 5 bilhões nas disputas de 2026, beneficiando todas as legendas legalizadas, embora a representatividade no Congresso faça uma diferença colossal.
Como funciona a divisão do dinheiro público
A legislação eleitoral estabelece quatro critérios distintos para fatiar essa verba bilionária entre as siglas. A menor fatia, correspondente a 2% do total, é dividida em partes iguais, o que garante R$ 3,3 milhões para cada um dos 30 partidos registrados. Já os senadores respondem por outros 15% da distribuição.
As maiores fatias do bolo dependem fundamentalmente do desempenho nas urnas para a Câmara dos Deputados. Cerca de 35% do montante é repartido proporcionalmente aos votos obtidos na eleição anterior, enquanto 48% vão para os cofres partidários conforme o tamanho da bancada de deputados federais.
O peso estratégico de cada parlamentar
No total, 83% dos recursos do fundo dependem diretamente da votação recebida pelos candidatos a deputado federal. Isso significa que quanto mais votos um postulante conquista, maior se torna o seu valor financeiro para a legenda nas disputas seguintes, impulsionando a arrecadação partidária.
Um exemplo expressivo ocorreu com o deputado mais votado do país em 2022, que obteve 1,4 milhão de votos e ajudou a eleger outros seis parlamentares. Somando o desempenho nas urnas e as cadeiras conquistadas, a votação gerou quase R$ 56 milhões para os cofres do PL.
As maiores fatias do bolo eleitoral
Devido a essa concentração de força legislativa, cinco legendas dominam 58% de todo o financiamento público de campanha, acumulando R$ 2,8 bilhões. O PL lidera o ranking com R$ 881 milhões, seguido pelo PT com R$ 615 milhões.
Completam o grupo de maiores receitas o União Brasil, com R$ 526 milhões, o PSD, que garantiu R$ 421 milhões, e o PP, com R$ 417 milhões.
















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