PF aponta pressão de ex-presidente do BRB sobre caso Master

Ex-presidente do BRB pressionou diretor a acelerar resposta ao Banco Central sobre Master

A Polícia Federal anexou nesta terça-feira, 22, um novo relatório à investigação que apura os vínculos entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, destacando mensagens trocadas entre a alta cúpula da instituição financeira.

Cobrança de agilidade e estratégia de comunicação

O material reúne diálogos ocorridos em julho de 2025 entre o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor de Finanças e Controladoria, Dario Oswaldo Garcia Júnior. Nas conversas, o dirigente cobrou rapidez na revisão de um documento oficial que seria enviado ao Banco Central.

Além da urgência, Costa orientou o subordinado a modificar a narrativa sobre a troca de carteiras ligadas aos ativos adquiridos do Banco Master.

Mensagens revelam pressão sobre dados financeiros

O antigo chefe do BRB sugeriu destacar que o montante de R$ 10,8 bilhões já havia sido solucionado, com R$ 4 bilhões na fase final de liquidação, de um total problemático estimado em R$ 12,8 bilhões. “Esse número é impactante e é ele que deve ser guardado”, afirmou nas mensagens.

Cobrança por prazos e alerta ao Banco Central

O executivo também exigiu um desfecho mais direto, incluindo prazos específicos para a liquidação das transações pendentes. Cerca de meia hora após as diretrizes iniciais, ele retornou a cobrança afirmando que o órgão regulador “vai nos matar”, ao que o diretor respondeu que a situação estava sendo ajustada.

O inquérito segue avançando para esclarecer todas as nuances da relação contratual e administrativa entre as instituições financeiras envolvidas no caso.