Petróleo volta aos US$ 100 após ameaças de Trump contra o Irã

Petróleo volta a bater US$ 100 depois de Trump prometer ‘aniquilar’ o Irã

As cotações internacionais do petróleo retomaram a trajetória de alta nesta quarta-feira, ultrapassando a marca psicológica de US$ 100 o barril, impulsionadas por novas ameaças geopolíticas emitidas pelo governo norte-americano contra o território iraniano.

Impacto das declarações de Trump na ONU

A reação dos mercados financeiros ocorreu logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar durante seu pronunciamento na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que pode “aniquilar” o Irã caso o país persista em recusar um entendimento diplomático com Washington. O conflito na região já se estende por sete meses.

Durante o evento, o líder norte-americano acusou Teerã de financiar o terrorismo global, buscar armamento atômico e representar um perigo iminente. Questionado sobre o futuro das relações bilaterais, o republicano sugeriu que um pacto poderá ser firmado após as eleições legislativas no país norte-americano, não descartando uma intervenção militar drástica caso contrário.

O perigo no Estreito de Ormuz

O temor dos investidores está diretamente ligado à estabilidade do Estreito de Ormuz, canal marítimo vital situado entre os Emirados Árabes Unidos e o Irã. O trecho funciona como o principal corredor energético do planeta, por onde transita entre 20% e 30% de todo o petróleo consumido globalmente, além de volumes expressivos de gás natural liquefeito.

Comportamento das cotações globais

Por volta das 9h20, no horário de Brasília, os contratos futuros do petróleo tipo Brent, referência global, registraram valorização de 1%, alcançando US$ 100,24 o barril. No mesmo horário, os papéis referentes ao WTI, padrão norte-americano, operavam com leve alta de 0,07%, cotados a US$ 90,59.

Enquanto a instabilidade geopolítica pressiona o setor energético para cima, o chefe de Estado dos Estados Unidos também aproveitou sua passagem pela ONU para enfatizar a robustez militar e econômica de seu governo, em um momento em que enfrenta baixa popularidade interna, registrando 32% de aprovação em pesquisas recentes do instituto Ipsos.