O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) emitiu uma nota oficial para criticar duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus aliados, acusando o grupo de espalhar uma notícia falsa envolvendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida.
A acusação de manipulação política e conflito de crenças
Segundo a entidade, que representa mais de 10 mil pastores em todo o país, a divulgação do boato tem o objetivo político de atacar o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, além de tentar instaurar uma guerra religiosa artificial entre católicos e evangélicos brasileiros.
O manifesto público foi assinado por 14 importantes lideranças religiosas, incluindo nomes conhecidos como Silas Malafaia, Robson Rodovalho, Estevam Hernandes, Jabes de Alencar e Luiz Hermínio. No documento, os líderes religiosos enfatizam que católicos e evangélicos convivem em harmonia e desmentem qualquer plano de interferência em feriados ou celebrações de outras fés.
Origem da desinformação nas redes sociais
A polêmica gira em torno de uma fake news que tentou associar Flávio Bolsonaro a um suposto projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Na realidade, a proposta partiu do ex-deputado federal Victório Galli no ano de 2007, sendo arquivada pela Câmara dos Deputados no ano seguinte.
Levantamentos apontam que a onda de desinformação começou a circular com força após uma postagem do influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, criador do perfil “Dilma Bolada”. O tema gerou quase 1 milhão de menções nas plataformas digitais em um intervalo inferior a três dias.
Reações do governo e posicionamento presidencial
Durante entrevista concedida ao programa Canal Livre, da Band, o presidente Lula declarou que não é aceitável mexer com a santa e mencionou episódios passados de intolerância. Questionado sobre a veracidade do conteúdo, o petista argumentou que desconhecia se tratava de uma mentira, mas ressaltou a forte presença do assunto na internet.
Nos dias seguintes, o chefe do Executivo participou de agendas públicas exibindo imagens de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém, e de Nossa Senhora Aparecida.
Críticas de líderes evangélicos ao Judiciário
O pastor Silas Malafaia reforçou as críticas em suas redes sociais, classificando a propagação do boato como inaceitável e reiterando que o Brasil desfruta de paz entre as diferentes comunidades religiosas.
Além disso, lideranças evangélicas manifestaram insatisfação com decisões judiciais relacionadas ao caso, envolvendo divergências entre ministros do Supremo Tribunal Federal sobre a manutenção ou remoção das postagens com o conteúdo inverídico nas redes sociais.
















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