Ex-paquitas negam beliscões e revelam ‘suborno’ a crianças

O POVO QUER SABER

Os bastidores dos emblemáticos programas infantis comandados por Xuxa Meneghel continuam rendendo revelações surpreendentes. Décadas após o auge das atrações televisivas, ex-integrantes do grupo de paquitas vieram a público esclarecer um dos maiores mitos da televisão brasileira: o suposto uso de beliscões para conter o público mirim no palco.

Fim da lenda urbana sobre beliscões

Durante anos, circulou o boato de que as jovens assistentes recorriam a agressões discretas, como beliscões, para frear a euforia desmedida das crianças durante as gravações. As ex-paquitas negaram veementemente qualquer atitude violenta contra os participantes e desmistificaram a narrativa que assombrava a memória afetiva de muitos telespectadores.

De acordo com os relatos, a segurança e a integridade dos pequenos sempre foram prioridades absolutas na rotina frenética do estúdio, descartando qualquer forma de punição física diante ou atrás das câmeras.

Doces e promessas: a verdadeira estratégia de controle

Embora tenham desmentido os beliscões, as antigas auxiliares admitiram que manter a ordem em um ambiente repleto de centenas de crianças exigia artifícios criativos. Para garantir que o programa fluísse sem imprevistos graves, elas confessaram o uso de uma espécie de “propina inocente” com os participantes mais agitados.

O desafio de coordenar a plateia mirim

O método consistia em negociar diretamente com os pequenos mais inquietos. Pequenas guloseimas, chicletes, balas e a promessa de um lugar privilegiado para cumprimentar a apresentadora serviam como moeda de troca para que eles permanecessem sentados e calmos.

A dinâmica dos programas de auditório dos anos 1980 e 1990 reunia um volume expressivo de crianças correndo simultaneamente em direção ao cenário. Sem recursos modernos de contenção, o improviso e o convencimento por meio de agrados tornaram-se as principais ferramentas de trabalho das jovens assistentes.

A revelação humaniza os desafios enfrentados pela produção na época de ouro da TV aberta, mostrando que o caos aparente das gravações era contornado com jogo de cintura e estratégias bem-humoradas para entreter a audiência.