Deputado que apoiou Lula perde vaga na Câmara

Deputado que trocou Bolsonaro por Lula não consegue se reeleger

O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ), que surpreendeu ao declarar voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda no primeiro turno, ficou de fora da nova legislatura da Câmara dos Deputados após somar apenas 19.364 votos nas urnas.

A guinada política do parlamentar

Ex-apoiador fiel de Jair Bolsonaro, o parlamentar fluminense acumulou histórico de fortes ataques ao petista no passado. Em 2022, chegou a proferir ofensas graves contra o atual chefe do Executivo, prometendo enfrentamento drástico. Posteriormente, o político admitiu arrependimento pelo tom adotado na época.

Em sua guinada estratégica mais recente, o deputado justificou publicamente a mudança de lado e declarou alinhamento com o governo federal, inclusive para fazer frente a adversários do campo conservador na disputa eleitoral.

Derrota compartilhada no Rio de Janeiro

Durante sua campanha de aproximação com o Palácio do Planalto, Otoni chegou a elogiar gestos políticos da gestão petista no estado fluminense. No entanto, nem mesmo os acenos públicos foram suficientes para garantir a sobrevivência política nas urnas. Benedita da Silva (PT-RJ), aliada que recebeu apoio do deputado, também foi derrotada, ficando sem nenhuma das vagas em disputa no Senado pelo Rio de Janeiro, que foram conquistadas por Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL).

Disputa presidencial acirrada

Enquanto isso, a corrida pela Presidência da República foi definida para o segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já que nenhum dos concorrentes atingiu a maioria absoluta dos votos válidos na primeira etapa do pleito realizada neste domingo.

O representante do Partido Liberal liderou a contagem inicial com 47,48% dos votos válidos, segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral com base na apuração de 97,01% das urnas. Na sequência, o atual mandatário garantiu a segunda posição ao alcançar 44,66% da preferência do eleitorado nacional.

O restante dos votos válidos foi pulverizado entre os demais candidatos que participaram da disputa ao Executivo federal, consolidando o cenário de polarização para a próxima fase da eleição.