Bruno Zambelli se reelege na Alesp, mas mãe fica sem vaga

Irmão de Zambelli se reelege para a Alesp, mas mãe fica fora da Câmara

O deputado estadual Bruno Zambelli garantiu sua permanência na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) após obter 82,9 mil votos nas urnas deste domingo, 4.

A trajetória política da família Anteriormente, em 2020, o parlamentar tentou uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo com o apoio da irmã, a ex-deputada federal Carla Zambelli, mas obteve 12,3 mil votos pelo PRTB e não se elegeu, alcançando o Legislativo estadual apenas dois anos mais tarde.

O desempenho de Rita Zambelli Enquanto o filho comemorava a vitória, Rita Zambelli, mãe da ex-parlamentar, não obteve êxito na disputa por uma cadeira na Câmara dos Federal. Com a apuração quase finalizada em 99,99%, ela registrou 22,7 mil votos, marca insuficiente para assegurar espaço na bancada do PL paulista.

A articulação internacional de Carla Zambelli Ambas as campanhas contaram com o respaldo público da ex-deputada. No exterior e enfrentando mandados de prisão expedidos no Brasil, Carla chegou a solicitar um salvo-conduto junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) pouco antes do pleito, com o objetivo de participar da votação da mãe e retornar à Itália sem correr riscos de detenção.

Consequências jurídicas e extradição A ex-parlamentar deixou o território brasileiro em 2025 após ser condenada pelo STF a dez anos de reclusão devido à acusação de invasão aos sistemas informáticos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), decisão confirmada pela Primeira Turma, que também decretou a perda de seu mandato.

Atualmente na Itália, país onde detém cidadania, ela é alvo de um pedido de extradição feito pelo governo do Brasil. Embora a Justiça italiana tenha inicialmente negado uma das solicitações e ordenado sua soltura, o tribunal posteriormente anulou tal decisão e retomou a avaliação do processo de extradição, mantendo o alerta da defesa sobre o risco iminente de prisão caso retorne ao país.