Lula defende Jaques Wagner e nega elo com Banco Master

Lula defende Jaques Wagner e nega ligação com Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) durante participação recente no Flow Podcast, rechaçando qualquer envolvimento do parlamentar nas apurações que envolvem o Banco Master e o Credcesta.

Declarações de Lula sobre o caso

Durante a conversa, o chefe do Executivo garantiu que o senador baiano não possui nenhuma conexão com as irregularidades sob escrutínio. Segundo o presidente, o parlamentar deseja prestar esclarecimentos formais às autoridades para apresentar sua versão dos fatos.

O presidente também explicou a gênese do Credcesta, afirmando que a iniciativa surgiu de um programa voltado à entrega de cestas básicas no estado da Bahia. De acordo com o relato, Wagner negociou o projeto com empresários que, posteriormente, assumiram a gestão integral da atividade.

Origem das irregularidades no Banco Central

O mandatário pontuou que a conversão da instituição financeira em banco aconteceu na gestão de Jair Bolsonaro, sob o comando de Roberto Campos Neto na presidência do Banco Central. Para o governo atual, foi nesse intervalo temporal que surgiram as falhas e desvios hoje investigados pelos órgãos competentes.

Investigações da Polícia Federal e delação recusada

O nome do senador integrou a lista de alvos da nona etapa da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal em junho. A ofensiva policial também mirou Augusto Ferreira Lima, antigo sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master e apontado como peça central nas transações do Credcesta.

O escândalo ganhou novos contornos após uma tentativa de delação premiada por parte de Vorcaro. A proposta sugeria que um grupo político ligado ao senador receberia repasses mensais de R$ 3 milhões, divididos entre contratos com a empresa PKL One e pagamentos em dinheiro vivo a aliados.

No entanto, a colaboração foi rejeitada tanto pela Polícia Federal quanto pela Procuradoria-Geral da República, que avaliaram as provas como insuficientes. Embora os registros oficiais apontem a existência de um contrato entre a PKL One e o banco com repasses recorrentes, não há comprovação definitiva de que a verba tenha chegado a políticos.

A defesa do parlamentar nega veementemente qualquer participação em benefício da instituição financeira e reforça que ele não é réu nem sofreu denúncias formais relacionadas aos eventos apurados.