Dívida pública do Brasil chega a R$ 11 trilhões e atinge 82,9% do PIB

Dívida pública avança a 82,9% do PIB e bate R$ 11 trilhões sob Lula

A dívida pública do Brasil registrou nova alta e alcançou o patamar de R$ 11,1 trilhões em agosto, o que representa 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, conforme levantamento divulgado pelo Banco Central (BC).

O que significa a Dívida Bruta do Governo Geral

Essa métrica engloba o montante total de obrigações financeiras assumidas pela União, governos estaduais e prefeituras perante instituições bancárias, investidores pessoas físicas e credores estrangeiros, desconsiderando eventuais reservas ou recursos mantidos em caixa pelo governo.

O indicador funciona como um importante termômetro da solvência fiscal, medindo a aptidão do país para cumprir seus compromissos financeiros. A expansão desse índice amplia a percepção de risco sobre a estabilidade das contas públicas em cenários econômicos adversos.

Evolução do endividamento e comparação histórica

Desde o início de 2023, o indicador tem seguido uma trajetória de alta contínua. No encerramento de dezembro de 2022, o endividamento bruto equivalia a 71,7% do PIB, acumulando um salto de 11,2 pontos percentuais desde então.

O patamar atual é o mais elevado registrado pelo país desde março de 2021, período marcado pelo momento mais crítico da crise sanitária da covid-19. O recorde histórico da série estatística permanece em 87,6% do PIB, alcançado em outubro de 2020. Somente no acumulado deste ano, o avanço foi de 6,1 pontos percentuais.

Comportamento da dívida líquida e resultado primário

Por sua vez, a Dívida Líquida do Setor Público encerrou agosto em 69,3% do PIB, somando R$ 9,2 trilhões, frente aos 69,1% (R$ 9,16 trilhões) registrados no mês anterior. Esse cálculo desconta os ativos e créditos governamentais das obrigações totais, abrangendo União, Estados, municípios, Banco Central e empresas estatais.

No campo fiscal, o setor público consolidado apresentou um déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto, registrando melhora em relação ao saldo negativo de R$ 17,3 bilhões verificado no mesmo mês do ano anterior.

O resultado do mês passado foi composto por um déficit de R$ 14,7 bilhões do governo federal, contrabalançado pelos superávits de R$ 2,7 bilhões dos governos estaduais e de R$ 2 bilhões das empresas estatais. No somatório dos oito primeiros meses do ano, o setor público acumula um déficit primário de R$ 82,1 bilhões.