Reformas no STF são inócuas sem mudança de conduta

Dora Kramer

A eficácia de eventuais mudanças estruturais no Supremo Tribunal Federal (STF) está diretamente condicionada à alteração de posturas por parte dos magistrados. A avaliação indica que medidas formais perderão o sentido se a prática institucional permanecer inalterada.

O limite das alterações normativas

Debates sobre novas regras para o funcionamento da mais alta Corte do país ganham força no cenário político e jurídico. No entanto, analistas ponderam que nenhum texto legal ou regimento interno será suficiente para sanar crises sem a devida revisão de práticas cotidianas.

A postura dos ministros em foco

O comportamento individual e coletivo dos integrantes do tribunal é apontado como o verdadeiro fiel da balança. O alinhamento entre o discurso de modernização e a atuação prática é visto como requisito indispensável para a credibilidade do Judiciário.

Questões como a exposição pública excessiva e decisões monocráticas prolongadas exemplificam os pontos que exigem revisão voluntária, indo muito além do que qualquer emenda ou projeto de lei pode alcançar.

Portanto, o foco do debate nacional deveria se deslocar das burocracias institucionais para a responsabilidade ética e funcional, garantindo que o tribunal recupere a harmonia institucional desejada pela sociedade.