Uma pesquisa recente divulgada pelo Instituto Veritá aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República no primeiro turno.
Cenário de votos válidos e empate técnico
Considerando exclusivamente os votos válidos, que excluem os eleitores indecisos e aqueles que votariam em branco ou nulo, Flávio Bolsonaro registra 45,14% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 44,65%. A diferença inferior a meio ponto porcentual coloca ambos em situação de empate técnico, visto que a margem de erro do estudo oscila entre 2 e 3,5 pontos porcentuais, dependendo de cada estado.
Desempenho dos demais candidatos
Os outros 11 postulantes ao Palácio do Planalto somam, juntos, 10,21% da preferência do eleitorado. Neste grupo, destacam-se o escritor Augusto Cury (Avante), com 4,25%; Renan Santos (Missão), coordenador do Movimento Brasil Livre, com 2,39%; e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que contabiliza 2,16%. Já o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) alcança 0,46% dos votos válidos, após decidir manter sua candidatura apesar de disputas internas em sua legenda. Com esses números, os analistas da Veritá apontam que a chamada “terceira força” se manifesta de forma coletiva.
Divisão regional e perfil do eleitorado
O levantamento detalha ainda que Flávio pontua acima de Lula nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de vencer em seis dos sete estados da Região Norte. Em contrapartida, o atual presidente lidera no Pará e em toda a Região Nordeste. No recorte socioeconômico, o candidato liberal obtém vantagem entre o eleitorado evangélico, ao passo que o petista concentra a preferência majoritária entre os católicos.
Metodologia e registros oficiais
Para chegar a esses resultados, a equipe da Veritá ouviu 40,5 mil eleitores potenciais em todo o país entre os dias 20 e 25 de setembro. O estudo possui grau de confiança de 95% e foi contratado pelo Sistema de Comunicação Pantanal LTDA, razão social da Rede Brasil de Televisão. A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolos específicos para cada unidade federativa, garantindo a validade legal do levantamento para o pleito.
















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