A Justiça paulista determinou a manutenção da prisão temporária de 30 dias do ex-vereador Milton Leite após audiência de custódia realizada neste sábado (19) em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo.
Atendimento médico e detenção
O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a regularidade do procedimento e informou que o político continua detido. Após a sessão judicial, Leite foi encaminhado a uma unidade hospitalar para exames médicos, após queixar-se de picos de pressão alta durante a manhã, embora nenhum diagnóstico oficial tenha sido divulgado. Ele havia pernoitado na cadeia pública da cidade.
Investigação sobre o transporte público
As autoridades apontam que o ex-presidente da Câmara Municipal é alvo de apurações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. A ofensiva, batizada de Operação Vectura Corrupta, examina a suposta inserção de membros da facção criminosa PCC na gestão de companhias de ônibus que operam o sistema municipal da capital.
Defesa e entrega à polícia
A defesa nega veementemente qualquer envolvimento do político com os fatos apurados. O advogado responsável afirmou que o cliente é inocente e que provará sua total falta de relação com o caso. O ex-parlamentar se entregou na tarde de sexta-feira (18), após ser considerado foragido por não ser localizado em sua residência na véspera, quando os mandados foram cumpridos.
Elementos da investigação
Os documentos que embasaram o mandado de prisão destacam menções ao nome do político em duas ocasiões distintas, incluindo um registro de áudio recuperado de um aparelho celular e testemunhos prestados por agentes à Corregedoria da Polícia Militar. Até o momento, os autos não apresentam registros de transações financeiras ou participações societárias ligando diretamente o investigado às empresas sob escrutínio.
O desdobramento do caso segue sob sigilo enquanto os investigadores aprofundam a análise sobre a influência de organizações criminosas no setor de mobilidade urbana paulistano.




















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