Mário Frias chama operação da PF de cortina de fumaça

Mário Frias chama operação da PF de ‘cortina de fumaça’

O deputado federal Mário Frias (PL) classificou como uma “cortina de fumaça” a operação da Polícia Federal (PF) que realizou buscas e apreensões em sua residência. A investigação em curso examina supostos desvios de verbas provenientes de emendas parlamentares destinadas ao financiamento do filme Dark Horse, obra cinematográfica centrada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Defesa e negação de irregularidades

Através de um vídeo divulgado em suas redes sociais, o parlamentar rejeitou qualquer acusação de ilicitude e sustentou que a apresentação de documentos seria suficiente para esclarecer dúvidas sobre a destinação das verbas.

Segundo o político, a Controladoria-Geral da União (CGU) poderia sanar eventuais pendências com simples checagens documentais, criticando a realização da medida policial em pleno período eleitoral.

Detalhes da Operação Make Up

Autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, a chamada Operação Make Up mobilizou dezenas de mandados de busca em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal, contando com a colaboração da CGU.

As autoridades apuram se indivíduos do setor público e privado direcionaram valores públicos para companhias subcontratadas de maneira irregular, além de verificar a efetiva execução dos serviços pactuados e possíveis tentativas de ocultação patrimonial.

O caso do filme Dark Horse

A apuração também mira a empresária Karina da Gama, à frente da produtora Go Up, associada ao filme sobre o qual Frias atua como produtor-executivo. Conforme os levantamentos policiais, cerca de R$ 750 mil em verbas públicas teriam sido direcionados à produtora.

Contudo, o parlamentar argumenta que não detinha gerência sobre os montantes financeiros, limitando-se a realizar a indicação política das verbas.

De acordo com sua declaração, o dinheiro das emendas parlamentares transita diretamente do Tesouro Nacional para o órgão executor, responsável por validar o plano de trabalho e fiscalizar a posterior prestação de contas.

Apreensões e próximos passos

Durante o cumprimento dos mandados em sua residência, os agentes federais recolheram equipamentos eletrônicos, incluindo celulares e um computador, além de documentos diversos.

O deputado relatou que sua equipe jurídica tentava obter acesso ao inquérito há vários meses sem sucesso, tomando conhecimento das acusações através da mídia justamente no dia da ação policial.

Apesar das críticas, Frias garantiu que prestará total cooperação às autoridades, entregando a documentação exigida enquanto mantém sua rotina de compromissos públicos e sua agenda política.