Trocas de mensagens de texto revelam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria ganhado uma garrafa de uísque de presente de Daniel Vorcaro, então proprietário do Banco Master. Os registros foram obtidos a partir do telefone celular do banqueiro e vieram a público nesta terça-feira (22).
O teor das mensagens
O diálogo em questão ocorreu no dia 22 de janeiro de 2025 entre Vorcaro e seu então advogado, Walfrido Warde. Na conversa, o defensor relata um encontro com o chefe do Executivo federal.
Na mensagem enviada a Vorcaro, o jurista relata ter conversado com o presidente e menciona que o mandatário agradeceu novamente pela bebida alcoólica e enviou saudações ao banqueiro. O dono do Banco Master respondeu à mensagem utilizando um emoji de coração, enquanto a Presidência da República nega veementemente o episódio.
Contexto das reuniões oficiais
A revelação desses diálogos ocorre cerca de sete semanas após uma audiência oficial realizada no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024. A reunião contou com a articulação do ex-ministro Guido Mantega e teve a participação do ministro da Casa Civil, Rui Costa, além de Gabriel Galípolo, indicado para a presidência do Banco Central.
De acordo com informações oficiais, o compromisso não constava na agenda oficial. Na ocasião, o banqueiro apresentou reclamações sobre supostas práticas anticompetitivas dos grandes bancos do país, recebendo orientação para direcionar suas queixas aos órgãos técnicos competentes.
Tentativas de novos encontros
Além da menção ao presente, os registros telefônicos indicam que a defesa do banqueiro tentava viabilizar novas agendas com membros do alto escalão do governo federal. Em fevereiro de 2025, o advogado articulou a possibilidade de um encontro com o chefe de gabinete presidencial, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, visando uma posterior conversa com o próprio presidente.
Em posicionamento oficial, a Secretaria de Comunicação Social reforçou que o encontro de dezembro foi o único entre as partes. O Palácio do Planalto reiterou que o presidente desconhece qualquer articulação, jamais recebeu qualquer tipo de presente e não enviou recados ao empresário. Por sua vez, o chefe de gabinete também negou qualquer aproximação informal, destacando que os pedidos de audiência devem seguir os trâmites burocráticos tradicionais por meio de correio eletrônico.
















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