A atriz Grazi Massafera utilizou suas redes sociais para manifestar seu posicionamento político no segundo turno das eleições presidenciais do Brasil, anunciando o seu voto no candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva.
Origens na roça e políticas públicas
Durante seu discurso na internet, a artista resgatou memórias de sua infância anterior à participação no BBB5, detalhando que seus genitores atuavam como boias-frias cortando cana no campo. A famosa destacou que sua família integrou o grupo beneficiado por iniciativas assistenciais que permitiram sonhar com um futuro melhor.
“Eu acho que eu já falei ou vocês já sabem que eu sou filha de pais boias-frias. Meus pais trabalhavam na roça cortando cana e eu fui uma das famílias que usufruiu de políticas públicas pra poder sonhar. A gente teve direito ao Bolsa Alimentação, ao Vale-Gás, que mais tarde se transformaram em Bolsa Família, que são programas criados durante um governo de direita, aprimorados durante um governo de esquerda”, contou.
Apoio decisivo no início da carreira
A intérprete também relembrou os primeiros passos no meio artístico, contando que a iniciativa de participar de um concurso de beleza partiu de um grupo de amigas travestis, responsáveis por custear e emprestar os trajes necessários para o evento.
Grazi disse que, à época, não existia um extremismo muito grande. “De um tempo que se compreendia a importância de dar oportunidades a quem não tem. E é sobre esse mundo que eu queria falar, que eu queria pra gente. Algumas das pessoas que mais acreditaram em mim, no meu potencial real, foram as minhas amigas travestis”, compartilhou.
Justificativa e defesa da diversidade
Para fundamentar sua escolha nas urnas, a celebridade apontou a necessidade de governantes que valorizem os direitos humanos e as minorias sociais, rechaçando posturas consideradas preconceituosas ou debochadas por parte de lideranças políticas.
Na sequência, no vídeo, a atriz deu mais detalhes para justificar seu voto: “Eu considero impossível votar em governantes que não tenham pautas favoráveis a mulheres, que desqualifiquem a enorme população negra do nosso país, que ameacem direitos indígenas e da população LGBTQIAPN+ e que usem tom de deboche a respeito dessas pessoas. Eu não quero assistir debate como partida de futebol, eu não tenho ídolo político, mas eu sei que o sonho é pra todos. Eu quero ouvir propostas que fortaleçam cada vez mais políticas públicas, que façam tantas pessoas serem as primeiras de suas famílias a se formar e propostas sérias na educação e cultura do nosso país. Você tem o direito de discordar de mim, mas eu tenho o direito de vir aqui e dizer que não é por partido, por direita, por esquerda, mas por uma razão que privilégio nenhum que eu conquistei pode tirar de mim: que é o olhar pro outro, que é olhar pro lado, que é se importar, que é se afetar. E por isso, o meu voto é 13 no dia 25 [de outubro]”.

