GPT-6 Astra supera jogo de Captcha e recebe certificado de humano

GPT-6 Astra conclui jogo de Captcha e recebe “certificado” de humano

O avanço da inteligência artificial atingiu um novo patamar quando o GPT-6 Astra, desenvolvido pela OpenAI, conseguiu concluir com sucesso as 48 fases do jogo interativo “I am not a Robot” (Não sou um Robô), criado pelo desenvolvedor Neal Agarwal. Como recompensa, o sistema autônomo recebeu um certificado digital de “humano verificado”.

O desafio dos Captchas superado por inteligência artificial

Tradicionalmente utilizados como a principal barreira de segurança na internet para bloquear bots e IAs agênticas, os testes de Captcha exigem muito mais do que simples respostas textuais. No teste divulgado pelo programador Sharif Shameem, o modelo demonstrou capacidade avançada ao navegar pela internet, interpretar elementos visuais complexos, clicar em pontos específicos e arrastar objetos na tela. Em algumas etapas, a tecnologia chegou a orientar o usuário humano sobre quais ações tomar em verificações de câmera.

Capacidades agênticas e controle de computadores

Essa habilidade de interagir diretamente com navegadores e softwares reflete o foco da OpenAI no desenvolvimento de sistemas capazes de controlar computadores. Durante os testes, o GPT-6 Astra obteve uma média impressionante de 72,6% de acertos no benchmark OSWorld 2.0, superando versões anteriores como o GPT 5.6-Sol, que registrou 65,7%.

Desempenho em softwares reais e contexto expandido

Além de vencer o jogo interativo, a tecnologia foi demonstrada executando operações complexas em programas cotidianos, incluindo o Blender, o aplicativo Notas da Apple e a plataforma Canva. Outro diferencial técnico importante é a sua janela de contexto, estimada em cerca de 1,05 milhão de tokens, o que permite ao agente reter um volume massivo de informações durante longas sessões de trabalho.

Apesar de o jogo de Agarwal funcionar como uma experiência interativa e não representar uma quebra definitiva dos protocolos de segurança web atuais — que utilizam análises comportamentais complementares —, a demonstração reforça o debate sobre o avanço das capacidades agênticas e sua aproximação com cenários de inteligência artificial geral.