A emissora GloboNews emitiu um pedido público de desculpas nesta sexta-feira, 25, após reconhecer que divulgou informações falsas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e um suposto projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
O início da polêmica A controvérsia teve início na quinta-feira, 24, quando a comentarista Maria Cristina Fernandes afirmou na programação do canal que um grupo de evangélicos estaria articulando uma proposta com esse propósito. Na ocasião, a jornalista também relacionou o assunto à candidatura de Flávio Bolsonaro, gerando forte repercussão negativa entre fiéis católicos nas redes sociais.
A reação do parlamentar Diante da repercussão, o senador negou veementemente a acusação e esclareceu que jamais apresentou qualquer proposição com essa finalidade. Pela rede social X, antigo Twitter, o político celebrou a retratação feita pelo canal de notícias na sexta-feira, destacando que a iniciativa sequer existe na atualidade.
O parlamentar aproveitou a ocasião para criticar adversários políticos, afirmando que desinformações semelhantes devem circular durante o período eleitoral.
Histórico da proposta original Apesar de a associação com o senador ser inverídica, a ideia de alterar o título da santa de fato tramitou na Câmara dos Deputados no passado. Em 2007, o então deputado federal Professor Victório Galli, filiado ao MDB na época, protocolou o Projeto de Lei 2.623.
A proposta sugeria a substituição da expressão oficial para Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos. Contudo, o texto foi completamente arquivado no ano seguinte, em 2008, e nunca teve qualquer participação ou vínculo com Flávio Bolsonaro, não havendo nenhuma matéria ativa sobre o tema no Poder Legislativo.
















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