A aproximação entre Flávio Bolsonaro e Pablo Marçal colocou o clã presidencial no centro de um novo cálculo eleitoral arriscado. Ao dividir o palanque com o influenciador, o senador tomou uma rota que o próprio pai, Jair Bolsonaro, evitou percorrer durante momentos cruciais da política nacional.
O cálculo político por trás da aliança
A decisão de flertar com figuras de forte apelo digital nas redes sociais reflete a tentativa de expandir a base de apoio da direita tradicional. No entanto, analistas apontam que essa estratégia pode alienar alas moderadas e gerar atritos internos na coalizão conservadora, especialmente devido ao histórico de divergências entre Marçal e outros líderes do movimento.
A estratégia que Jair Bolsonaro evitou
Durante sua trajetória recente, o ex-presidente adotou cautela em relação a alianças precipitadas que pudessem comprometer sua coesão política. Ao contrário do patriarca da família, Flávio optou por uma guinada pragmática, apostando na força dos algoritmos e na mobilização digital que o ex-candidato à prefeitura de São Paulo consegue atrair.
O impacto dessa movimentação a longo prazo ainda é incerto, mas já provoca reações intensas nos bastidores de Brasília e entre os principais articuladores da direita para os próximos pleitos.
Resta saber se a aposta nas redes sociais trará o dividendo eleitoral esperado ou se o preço dessa aproximação será alto demais para a coesão do grupo político liderado pelos Bolsonaro.















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