O empresário Gabriel Kanner teve o aparelho celular derrubado e foi empurrado por um segurança durante uma confusão envolvendo o bloqueio de vias públicas em São Paulo, na noite deste sábado, 26. A restrição de trânsito foi montada para o casamento de Alexandre Barci de Moraes, filho do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O bloqueio das ruas na capital paulista
De acordo com o relato publicado nas redes sociais, Kanner voltava do trabalho para casa quando encontrou o acesso bloqueado na região do bairro Cidade Jardim, nas proximidades da Casa Fasano. O empresário afirmou que policiais e agentes de segurança ordenaram que ele retornasse, o que o obrigaria a dar uma volta extensa.
Ao questionar a situação, ele percebeu que a via pública havia sido fechada para a circulação de cidadãos comuns devido à cerimônia de casamento. Um forte aparato de segurança foi mobilizado para o evento, envolvendo a Polícia Militar, a Polícia Judicial, a Guarda Civil Metropolitana e agentes de trânsito, além do fechamento de acessos a uma passarela de pedestres e ao Parque Linear Bruno Covas.
A agressão e o embate com a segurança
Enquanto gravava a movimentação policial com o celular, Kanner foi abordado por um homem de terno preto que atuava na segurança do evento. Nas imagens compartilhadas na internet, é possível ver o momento em que o segurança derruba o aparelho do empresário após um breve diálogo.
Em uma postagem posterior de esclarecimento, Kanner detalhou que havia deixado o trabalho no Shopping Cidade Jardim por volta das 18h30. Ao notar a forte presença de viaturas e veículos da Polícia Judiciária, decidiu registrar a cena em vídeo. O empresário relatou que, após ter o telefone derrubado e iniciar o retorno ao seu veículo, foi novamente abordado pelo mesmo segurança, que o empurrou pelas costas.
Repercussão e posicionamento oficial
Após o ocorrido, o empresário utilizou suas redes sociais para criticar severamente o esquema de segurança e o ministro Alexandre de Moraes, fazendo menção a recentes controvérsias políticas e defendendo medidas drásticas contra a autoridade do STF.
Órgãos de imprensa tentaram contato com a Prefeitura de São Paulo, com a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP) e com o próprio Supremo Tribunal Federal para obter esclarecimentos sobre a natureza do bloqueio e a identificação do agente envolvido na abordagem, mas não obtiveram retorno até o fechamento da reportagem. Os canais oficiais permanecem abertos para eventuais manifestações sobre o caso.
















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