Enquanto centenas de novos nomes disputam espaço na política nacional, 32 atuais parlamentares já iniciaram a corrida para garantir mais um mandato de oito anos. Com o fim da atual legislatura previsto para janeiro de 2027, esses políticos representam quase 60% das 54 cadeiras que estarão em disputa nas urnas.
A dinâmica da renovação no Congresso O tamanho da transformação na Casa Alta dependerá diretamente do desempenho desses postulantes à continuidade. Como 22 vagas serão obrigatoriamente ocupadas por novos nomes — visto que 13 parlamentares decidiram não concorrer e nove migraram para outras disputas ou suplências —, a entrada de estreantes pode ser ainda maior. Caso todos os veteranos sejam bem-sucedidos, o Legislativo receberá ao menos 22 novos rostos.
Historicamente, o índice de renovação costuma ser expressivo. Em 2018, último pleito que renovou dois terços da composição, o mesmo grupo de 32 incumbentes tentou a permanência, mas apenas oito obtiveram sucesso. Naquela ocasião, 24 derrotas resultaram na troca de 46 dos 54 postos disponíveis.
Distribuição geográfica dos veteranos Atualmente, os pretendentes à recondução estão espalhados por 23 estados e pelo Distrito Federal. Apenas quatro unidades federativas — Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo — não possuem nenhum representante atual na disputa direta pelas vagas principais em jogo.
Entre os nomes que buscam a continuidade estão figuras de destaque nacional e parlamentares de longa data. No Acre, figuram Marcio Bittar (PL) e Sérgio Petecão (PSD), este último buscando somar até 24 anos consecutivos no Parlamento. Alagoas aposta na longevidade de Renan Calheiros (MDB), ativo na Casa desde 1995. O Amapá conta com Lucas Barreto (PSD) e Randolfe Rodrigues (PT), enquanto o Amazonas traz Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB).
Outros nomes tradicionais e ex-gestores também compõem a lista. Na Bahia, concorrem Angelo Coronel (Republicanos) e Jaques Wagner (PT). O Ceará apresenta Cid Gomes (PSB), e o Distrito Federal é representado pela ex-atleta Leila Barros (PDT). O Espírito Santo tem Fabiano Contarato (PT) e Marcos do Val (Avante). Já em Goiás, Vanderlan Cardoso (PSD) tenta a permanência.
A disputa segue com Eliziane Gama (PT) e Weverton (PDT) no Maranhão; Carlos Fávaro (PSD) em Mato Grosso; Soraya Thronicke (PSB) em Mato Grosso do Sul; Carlos Viana (PSD) em Minas Gerais; Zequinha Marinho (Podemos) no Pará; Veneziano Vital do Rêgo (MDB) na Paraíba; e Humberto Costa (PT) em Pernambuco.
Completam a relação Ciro Nogueira (PP) e Marcelo Castro (MDB) no Piauí; Carlos Portinho (PL) no Rio de Janeiro; Styvenson Valentim (Podemos) e Zenaide Maia (PSD) no Rio Grande do Norte; Chico Rodrigues (PSB) em Roraima; Esperidião Amin (PP) em Santa Catarina; Alessandro Vieira (MDB) e Rogério Carvalho (PT) em Sergipe; e Eduardo Gomes (PL) no Tocantins.
Perspectivas para o futuro legislativo O resultado nas urnas definirá o ritmo e o perfil da próxima legislatura, estabelecendo o equilíbrio de forças entre figuras tradicionais e novas lideranças políticas. O desempenho desses 32 candidatos será o termômetro definitivo para medir o desejo de mudança do eleitorado brasileiro.
















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