O copiloto responsável por um ataque a bordo de uma aeronave da FlyDubai confessou aos investigadores dos Emirados Árabes Unidos que o plano terrorista foi traçado antes mesmo de sua contratação pela empresa estatal. O atentado ocorreu durante a rota com destino ao território israelense.
Detalhes do ataque frustrado com machado
O voo FZ1073, que decolou de Dubai rumo a Israel, foi palco de momentos de extrema tensão quando o copiloto usou um machado de emergência contra o comandante. O Ministério Público dos Emirados Árabes Unidos tratou formalmente o episódio como um ato de terrorismo.
O suspeito, identificado como o cidadão omaniano Hamam al-Hammami, pretendia originalmente jogar a aeronave contra o aeroporto Ben-Gurion, próximo a Tel Aviv, em uma tentativa anterior que acabou sendo cancelada por motivos ainda não totalmente esclarecidos.
Ação heroica evita tragédia aérea
Uma catástrofe com mais de 170 pessoas a bordo foi evitada graças à intervenção rápida de tripulantes e passageiros, que conseguiram conter o agressor. O comandante Smit Machchhar foi amplamente elogiado por sua bravura ao retomar o controle da situação.
Após a contenção, um piloto reserva que estava como passageiro assumiu os comandos do avião, realizando um pouso de emergência em um aeroporto regional na Arábia Saudita, onde o suspeito foi preso antes de ser extraditado.
Investigação internacional e repercussão política
As autoridades de Israel, Omã, Nova Zelândia e Austrália agora colaboram nas apurações. O suspeito morou no território neozelandês e estudou na Universidade RMIT, em Melbourne, na Austrália, cerca de dez anos atrás.
O governo israelense classificou o ato como fruto de radicalização e tendências suicidas, resultando em novas diretrizes de segurança que proíbem pilotos de nações sem laços diplomáticos com Israel de operarem rotas para o país. O suspeito segue detido pelas autoridades competentes.




















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