A equipe de campanha do candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, confirmou que fará uma retificação na declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral. A decisão foi tomada após a identificação de empresas ligadas ao escritor que ficaram de fora da documentação oficial enviada ao Tribunal Superior Eleitoral.
Bens milionários e empresas ocultas
Até o momento, Cury declarou um patrimônio de R$ 242,3 milhões, o maior entre todos os concorrentes ao Palácio do Planalto no pleito atual. O dossiê original enviado ao TSE engloba 56 itens, abrangendo fazendas, imóveis, ações, participações societárias, além de recursos mantidos no Brasil e no exterior.
A falha na prestação de contas envolve cinco empresas localizadas na Flórida, nos Estados Unidos, e duas companhias nacionais. No cenário norte-americano, apenas duas das cinco empresas associadas ao escritor constavam na lista.
Negócios nos EUA e no Brasil
Ficaram de fora da declaração inicial a Cury Academia Comportamental, a Contemplare Investments e a Free Mind Publish, abertas em solo americano entre 2021 e 2024. Documentos oficiais apontam que Cury tem autorização para atuar em todas elas, sendo inclusive o único responsável legal por uma delas, embora os papéis não especifiquem valores ou participações societárias exatas.
No Brasil, a lista omitiu a Contemplare, fundada em Dumont (SP) e transferida para Ribeirão Preto, com foco em administração de propriedades e aluguel de imóveis, além da Academia de Pensar e Brincar, registrada em nome do candidato e de familiares com um capital social de R$ 12 mil.
Justificativa da campanha e cenário eleitoral
Representantes de Cury classificaram as ausências como falhas pontuais de comunicação entre contadores e garantiram que os ajustes seriam protocolados rapidamente. A defesa reiterou que todo o patrimônio foi construído de forma lícita através de investimentos diversos.
O episódio veio à tona no momento em que a candidatura ganha tração na corrida eleitoral, com o escritor figurando na terceira posição nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. O registro da candidatura aguarda o julgamento final do TSE, cujo prazo limite para homologação se encerra em 14 de setembro. Até o momento, a campanha registrou arrecadação de pouco mais de R$ 317 mil, com forte contribuição do próprio bolso do candidato.












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