As manifestações programadas para esta segunda-feira, 7, ganharam tração e novas expectativas entre as principais lideranças da oposição, que apostam na maior mobilização dos últimos três anos. O cenário político foi intensificado após o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de investigações que expuseram supostas mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Ato principal em São Paulo e presença de autoridades
Em São Paulo, a concentração na Avenida Paulista tem início marcado para as 15 horas, com a expectativa de grande público desde as primeiras horas da manhã sob os lemas “Fora Lula, Fora Moraes” e “É agora ou nunca”. O evento contará com nomes de peso da política nacional, incluindo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Michelle Bolsonaro (PL-DF), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP).
Entre os parlamentares confirmados estão Nikolas Ferreira (PL-MG), Magno Malta (PL-ES), Bia Kicis (PL-DF), Gustavo Gayer (PL-GO), Guilherme Derrite (PL-SP), Silas Malafaia, Carlos Jordy (PL-RJ), Julia Zanatta (PL-SC), Rogério Marinho (PL-RN), Marco Feliciano (PL-SP), André do Prado (PL-SP), Sargento Fahur (PL-PR), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Tomé Abduch (Republicanos-RJ), Renato Bolsonaro (PL), Mauricio Marcon (Podemos-RS), Lucas Pavanato (PL-SP), Carlos Portinho (PL-RJ), Paulo Mansur (PL-SP), Sargento Gonçalves (PL-RN), Eduarda Campopiano (PL) e Gil Diniz (PL-SP).
Protestos em todo o território nacional
Além da capital paulista, atos estão confirmados em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia, Curitiba, Florianópolis, Joinville, Porto Alegre, Recife, Vila Velha, Fortaleza, Aracaju, Salvador, João Pessoa, Natal e Maceió. As conversas reveladas pelo caso Master serviram de combustível para a direita convocar apoiadores pelas redes sociais. Nos diálogos, o ex-dono do Master questiona Moraes sobre o andamento das investigações e indaga se deveria deixar o país dias antes de sua prisão, ocorrida em novembro de 2025.
Cenário eleitoral e tomadas de posição
O coordenador da campanha presidencial de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), destacou a delicadeza do momento devido à proximidade das eleições marcadas para o dia seguinte, 6 de setembro, apontando que o candidato tem encurtado a distância para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Pesquisas recentes ilustram a disputa acirrada. O levantamento da Vox Brasil, divulgado em 29 de agosto, colocou Flávio à frente de Lula em um eventual segundo turno, com 45,1% contra 44,5%. No mesmo sentido, a pesquisa PoderData/Aya do dia 3 apontou 45% para Flávio e 44% para o atual presidente.
Diante desse cenário, Marinho reforçou o tom de alerta nas redes sociais: “Com Flávio Bolsonaro à frente de Lula, estamos vendo ameaças, pressões e movimentos para interferir na vontade popular. O povo precisa reagir nas ruas, pacificamente. Eleição se vence no voto, não no tapetão.”
O histórico das manifestações recentes
A pauta pelo impeachment de Moraes ganhou ainda mais espaço, com a campanha de Flávio liderando chamados públicos para a participação popular. A oposição interpreta as recentes decisões do Judiciário e as denúncias de abuso de poder como o estopim para uma resposta enérgica nas ruas.
A mobilização na Avenida Paulista resgata pautas recorrentes de protestos anteriores da direita. O local já havia sido palco de manifestações de grande repercussão, como nos atos de 2024 e 2025 — este último realizado logo após a determinação de bloqueio da rede social X por Moraes —, bem como no protesto de março passado, motivado pela venda de parte do resort da família do ministro Dias Toffoli a um fundo da Reag Investimentos, entidade ligada ao Banco Master. Desde o início da gestão atual, o país contabiliza pelo menos quatro grandes atos de rua, incluindo o de 15 de novembro de 2023.












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